domingo, 15 de outubro de 2017

Chegou o primeiro domingo

A casa nova ta funcionando. Já temos máquina de lavar, louças e talheres, panelas e assadeiras e wi-fi. Tenho até algumas plantas (duas, na verdade). 
Desde que cheguei aqui só fui uma vez a Porto Alegre e nesse feriado namorado veio conhecer, ajudar a organizar e estrear a churrasqueira. 
Tudo estaria ótimo se não fosse a chuva e uma gripe que me derrubou como há tempos não acontecia e agora, domingo, jogada na cama  depois que ele foi embora, dá uma confusão total. 
Até agora eu não tinha parado pra pensar nas decisões que fui tomando e estava bem ocupada planejando decoração, mudança, doando o que não me serve, fazendo malas. Não que essas decisões  tenham sido tomadas totalmente sem pensar, mas eu não fazia ideia de como seria. Na verdade achava que fazia, porque já tinha me mudado em 2005 pra Porto Alegre e acreditava que agora seria muito mais fácil, já que com o trabalho que escolhi, uma condição financeira melhor e mais experiência. Mas na real é complicado de qualquer jeito sempre. 
Domingo já é um dia péssimo pra mim. Nunca gostei. Só é bom não ter hora pra acordar, mas de resto parece que 'já acabou', que nem Natal. 
Acho que aos poucos as coisas irão indo por lugar - ou eu vou encontrando o meu lugar e o lugar das minhas coisas. Mas hoje tá sol lá fora, to deitada na cama resfriada e tentando não questionar muito o que vem pela frente ou o que já passou. Imagino que vá escrever muito mais agora, porque este não deve ser meu último domingo sozinha, ainda que eu acredite que só estou assim meio down por ser o primeiro, por ser o confronto com a realidade (que não é ruim, de modo algum!), e que daqui a pouco a casa não vai ter mais eco, nem a minha cabeça. 

sábado, 9 de setembro de 2017

Quais caixas vão?

Seguindo a narrativa da mudança de cidade:

Moro em um apartamento de menos de 50m² em Porto Alegre cuja cozinha foi comprada às pressas para que eu pudesse deixar o aluguel logo e me mudar de vez. Móveis baratos, simples, que serviram e acabaram ficando. Ficaram até hoje, uns 8 anos. 
Esvaziando cada cantinho vou percebendo as soluções paliativas que foram se tornando permanentes, caixas plásticas que organizaram espaços, potes, talheres desparceirados, copos que foram ficando de uma festa ou outra ou que se tornaram sobreviventes exclusivos de um jogo inteiro. 
Tenho poucos móveis que valham levar, optei por não contratar serviço de transporte. Namorado fica por aqui e vai poder dar uma força a cada ida e vinda, então estou organizando 'lotes', caixas menores com itens de uso mais iminente. Roupas neutro pra primeira semana e panelas básicas pra poder garantir a sobrevivência das primeiras jantas. 
Café da manhã será em casa: xícaras (vão todas agora? será? não... acho que vou botar aqui duas canecas que vai dar), bule, pratos de sobremesa. E onde eu vou guardar os frios, o pão? Acho melhor levar o fatiador, uns potes com tampa. 
E a dieta? Ai meu deus! E agora? Quero treinar (ops, peraí e vamos separar umas 3 trocas de roupa pelo menos porque ainda não tenho máquina de lavar) e vou precisar dos meus sucos, whey, bcaa. 
Em paralelo ao que vai, o que fica. 
Contando aqui o que tem no congelador e quantos dias levo pra comer isso tudo, sem produzir mais pra não estragar.

Daí que no sábado resolvi fazer uma pizza pra janta e descobri que estava sem farinha de trigo. A receita mandava usar duas xícaras,  juntei um mix das que tinham em casa: farinha de arroz, de côco... e elas são mais secas, então vai um pouco mais de leite.
É só dissolver um envelope de fermento biológico em 1 xícara de leite morno, duas colheres de chá de açúcar e ir colocando a farinha aos poucos. E uma colher de chá de sal.
Optei por colocar um pouco de azeite, estava ficando meio 'farofa'.
Cobertura foi só molho de tomate, atum, queijo e orégano.
Levei a massa pra assar uns 10 minutos antes de colocar o recheio e depois o tempo do queijo derreter só.
Deu super certo!

Enquanto isso... uma série de itens para o lixo, outros pra doação. Hora de filtrar, de se conhecer melhor e ver o que realmente eu quero por perto e o que pode ter mais utilidade pra outro.
E no fim das contas, um monte de caixa, de mala, e nada de certeza! Ou melhor, uma certeza: vai dar certo!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

De casa nova (quase)

É chegada a hora de dar novos rumos à cozinha e transportar as panelas para um lugar maior.
Depois de 12 anos morando na capital gaúcha estou de mala e caixas prontas para pegar a estrada e recomeçar, assim como fiz quando cheguei em Porto Alegre. 
Ainda não parei muito pra pensar em como serão os dias na cidade nova, como será voltar a morar no interior. Por enquanto, o foco é arrumar a cozinha, botar os livros no lugar, decorar o apartamento que é o dobro do tamanho do meu atual. 
A decisão veio por força de uma proposta profissional que estou assumindo com muito orgulho. 
Diferentemente do que aconteceu na chegada à Porto Alegre, hoje tenho muito mais e melhores recursos pra me instalar, pra manter os vínculos com os amigos que ficam e para que os dias sejam de crescimento, experimentos, com menos inseguranças e perdas como no passado. 
Aos poucos vou contando como será cozinhar num fogão novo. 
Certamente terei mais tempo pra voltar ao blog e para estudar mais sobre a cozinha. Terei novos produtos (será?) e quero descobrir o que se come por lá. 
Por enquanto, fica a ansiedade, o planejamento do que é essencial, do que é útil e do que pode ser descartado. 
De roupas já tirei duas sacolas, quero levar apenas o que realmente terá uso - ando numa fase bem mais desapegada, querendo reciclar e me desfazer daquilo que não me acrescenta nada. Quero uma vida funcional, abrir armários e enxergar tudo que me serve, sem excessos. Funcionalidade é meu atual lema! 
Na cozinha ainda não consegui me desfazer de tanta coisa: por enquanto, apenas algumas tampas tortas, potes manchados e um ou outro pano de louça que virou pano de chão. 
Espero ter novidades e fotos da bancada nova em 10 dias pra compartilhar aqui! Até la, sigo no encaixotamento ;)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Carne de Panela

Empolgada que estava com a panela de pressão, resolvi fazer nova tentativa com carne. 
Ontem foi um dia daqueles que tudo sai fora do planejamento mas no final foi tudo se encaixando e consegui até pegar uma feira no final do dia antes da fisioterapia. Como é a mesma feira que tem perto da minha casa sábado a tarde (e que não consegui ir esta semana), aproveitei o açougueiro conhecido pra pedir ajuda pra comprar uma carne. Ele me separou um corte de segunda sem osso, comprei cebolas, as maçãs pra semana e fui pra fisioterapia. 
Chegando em casa fui pro livro na certeza de que tinha essa receita, né?
Bom, não fiz exatamente igual, vou repetir em outra oportunidade. 
É que eu estava cansada e fiz tudo meio na pressa, não deixei a carne no tempero todo o tempo que era indicado, não dourei direito, mas ficou boa. Acredito que com vinho ficará bem melhor, mas não tinha em casa ontem.
Vamos à receita:
1) Fure 1kg de coxão duro ou lagarto (usei acém) com facão de cozinha e tempere com 1/4 de xícara de vinagre ou vinho, 2 dentes de alho socado com alho, pimenta do reino, rodelas de 2 cebolas e uma folha de louro. Eu acabei botando a carne em cubos, agora to aqui pensando se era pra deixar inteira...
2) Era pra deixar uma hora de molho, a minha ficou bem menos. Leve a carne pra panela de pressão com um pouco de óleo quente até que fique corada (pulei essa parte e vi que faz falta mesmo). 
3) Juntar o molho à carne, tampar a panela e deixar até ficar macia. Aí a coisa ficou meio difícil... quanto tempo seria pra carne ficar macia? Bom, como eu já queria cozinhar batatas, coloquei junto na panela, em cortes grandes, e juntei um copo de cerveja que estava bebendo porque achei que não sobrou 'molho' suficiente pra carne não queimar. Daí fechei a panela e quando pegou pressão deixei 20 min porque achei que se esse tempo cozinhava feijão, carne também cozinharia. Deu certo. 
4) Dizia: quando a carne estiver macia, destampe a panela e deixe a água secar. Eu tirei as batatas e fui acertando o sal e quase já não tinha água, mas deixei reduzir mais um pouco.
5) Falava que quando começasse a fritar de  novo era pra ir pingando água, virar a carne e ir fritando até a carne estar dourada. De novo vejo que fiz tudo meio atrapalhado e não foi exatamente a receita prevista... Realmente, era pra ter deixado a peça inteira, não em cubos.

Na real, a gente sempre deve ler bem a receita antes de começar a fazer, né? Mas eu e meus atrapalhos... bom, fica a experiência. 

De qualquer forma, o resultado foi bom, principalmente pra quem tem essa trava forte aí em cozinhar carne que nem eu.
Mas aqui no Rio Grande do Sul parece que o fim de semana próximo será de frio, então to pensando que vai rolar um vinho e aí farei a receita certinha, inclusive comprando a carne indicada, mantendo o pedaço inteiro e tal. 


sexta-feira, 7 de julho de 2017

FEIJÃO SIMPLES E COMO VIREI ADULTA

Bom dia!
Demorei pra voltar, mas aqui estou e pra falar do básico: feijão.
Como falei no post anterior, minha alimentação é bem básica, mas organizada – nessa parte que entra a nutri. Como boa brasileira, meu almoço tem arroz, feijão, bife, legumes e salada. Simples assim. O que importa, pra mim, é a qualidade desses produtos e aí que entra um pouco de informação, paciência e, de novo, organização. Aos sábados tem uma feira perto da minha casa que começa as 16hs. Não é uma feira de produtos sem agrotóxicos e etc, mas é uma feira. Gosto de comprar dos produtores locais e produtos que passaram menos tempo em câmaras refrigeradas, em transportes e que precisam ser embaladas gastando mais recursos naturais. Vou lá com minhas sacolas de pano na hora que fica bom pra mim que odeio acordar cedo. Compro o suficiente pra semana, sem desperdícios. Planejar minimamente o cardápio da semana é fundamental! 
Mas porque falar do feijão? Porque eu tomei vergonha na cara e coragem e finalmente fiz uma aquisição que me bota no mundo dos adultos: panela de pressão. Juro que é sério. Eu morria de medo apesar de racionalmente saber que são seguras e tal. Mas até semana passada tinha uma baita resistência. Aí encontrei uma pequeninha (suficiente pra fazer meus 500 gramas de feijão) e resolvi tentar e to adorando.
Mas vamos à receita!
Fui bem básica e escolhi a primeira receita de feijão do livro. Deixei de molho por 08 horas, como aprendi com uma amiga farmacêutica que me ensina muito sobre fitoterápicos e que certamente vai acabar sendo assunto de outros posts. Feito isso, jogo aquela água fora e levo pra panela de pressão (deixei 20 minutos depois de estar com pressão) com folhas de louro e sal.
Em uma frigideira refoguei alho, cebola e um pouco de azeite de oliva e pimenta moída. Com a cebola bem dourada, coloquei uma concha de feijão e bati tudo no processador com um pouco mais de sal. Juntei essa ‘pasta’ ao restante na panela e deixei cozinhando em fogo baixo mais um pouco pra tudo incorporar e aí foi só acertar sal e temperinhos. Tudo certo!


Fácil, rápido (em comparação com o tempo que eu levava antes da panela tecnológica) e agora uma cozinheira adulta! Sempre senti uma vergonha enorme do que considerava uma falha pra alguém que gosta tanto de cozinhar, mas agora não sou mais café-com-leite e já estou estudando alguma opção de carne pra testar fazer na pressão também. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Minha dieta e a Dona Benta

Recebi hoje minha dieta nova e resolvi falar sobre isso porque já toquei no assunto algumas vezes. 
Bom, ano passado eu conheci uma nutricionista com quem me identifiquei muito e que tornou minha vida muito mais fácil.
A Roberta é também educadora física e atleta, nos acertamos de cara. Foi muito fácil seguir um planejamento que é feito em conjunto, que leva em conta como eu vivo, o que eu gosto e acredito. Minha alimentação, que na sua grande parte já era feita por mim mesma, não tem nada de extraordinário e por isso mesmo consigo seguir receitas muito simples e adaptar algumas coisas quando a receita inclui frituras ou muito tempero pronto - coisas que raramente acontece o livro da Dona Benta, já que a obra é da década de 40. 
Lá, a vida não tava embalada. A comida congelada se popularizou quase meio século depois. A pressa chegou com os anos 80, não dava pra 'perder tempo' com nada. Nem com a alimentação. 
Parecia sinônimo de ascensão termos código de barras em tudo, em porções rápidas que nos apresentassem modernos, ágeis, práticos e resolutivos. 
Na década de 40 não era assim. Dava pra fazer a massa podre e esperar descansar pra abrir e depois rechear. Certamente haviam outros problemas, talvez não fosse possível encontrar abacaxi em abril, ou pera em agosto. 
Hoje temos acesso a praticamente tudo em qualquer época do ano, a qualquer horário, em qualquer lugar e por isso cada vez mais nos é permitido fazer escolhas, o que também significa lidar com as consequências que vem daí. Não adianta eu reclamar pra nutri da minha gordurinha aqui ou ali se eu vou querer tomar cerveja. E não adianta também eu adotar uma dieta que não tenha burger, pizza e chope de vez em quando porque essa não é a minha vida. 
Assim a gente chega num lugar onde eu consigo comer tudo que me faz bem, mas de um jeito que continue me fazendo bem e pra isso a ajuda profissional é fundamental. 
Cada manhã parece que eu vou me mudar! É a mochila do treino, a bolsa, o café e uma bolsa cheia das marmitas. 
No trabalho, tem a hora de parar pra fazer um lanche que já veio pronto e que dá o mesmo trabalho de abrir um pacote de bolachas (renovando: cada um faz as SUAS escolhas, quem gosta de bolacha, que coma bolacha!), mas me dá mais disposição, mantém meu corpo funcionando bem e no conjunto me ajuda a treinar muito melhor!
Bom, tudo isso foi pra contextualizar alguns posicionamentos que possam vir nos próximos posts.
A ideia do blog vai continuar a mesma, porque realmente acredito na alimentação tradicional, natural, caseira e de qualidade e na minha marmita tem muita Dona Benta, mesmo que eu tenha ficado devendo os registros por aqui! 
Enfim, dá trabalho, mas vale a pena e aos poucos vamos falando mais sobre isso!


segunda-feira, 29 de maio de 2017

A volta de novo...

Mais de um ano parada! Sério isso? Nem eu acredito que deixei o blog tanto tempo parado... E pior, hoje descobri que as imagens todas sumiram e não to conseguindo resgatar, apesar de encontrá-las todas no Picasa.
Gente, se alguém tá lendo esse blog, please!!!!!!!! Me ajudem a reativar a visualização destas fotos! 
Enquanto isso não acontece, vou continuar escrevendo. Decidi que preciso disso. 
Tenho lido muito, estudado, conversado com muita gente sobre alimentação e cada vez tenho sentido mais a necessidade de compartilhar e dialogar sobre alimentação, cozinha e saúde. E penso que a Dona Benta representa muito disso tudo, da forma como me sinto com relação à comida. É um livro tradicional que representa a cozinha brasileira em sua essência, quando o brasileiro sentava à mesa e não se falava em dieta da Lua, Paleo, alimentos 'do mal' e "super alimentos", mas também não vivíamos em uma epidemia de obesidade e das doenças a ela associadas. 
Fiquem tranquilos que não vou levantar bandeiras, virar militante de nada nem seguidora da Bela Gil ou qualquer outra personalidade que certamente estudou muito mais do que eu pra discutir sobre o tema.
Mas quero ter um lugar pra conversar, pra aprender e dividir o que for produzindo por aqui. 
E como hoje é dia 29, vou ali fazer um nhoque! 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Será que tem volta?

Me afastei de verdade... como já disse várias vezes, do blog, não da cozinha.
Peço desculpas a todos que mandaram mensagens, que acompanharam algumas rotinas e deixei 'no vácuo' todos estes meses - para não dizer anos.
O que aconteceu é que comecei a fazer acompanhamento com uma nutrologista e aí o cardápio foi tomando outros rumos e as Julias ficaram na prateleira. Hoje, ao tentar fazer um bife para a janta, passei tanto trabalho que lembrei daquela postagem aqui no blog e comecei a pensar em ressuscitá-lo!
Acho que vou ter que contar algumas histórias aos poucos, sobre como vai a dieta, como vão as receitas, os filmes e não vai ter como não falar dos treinos (isso eu prometo que conto depois).
Ainda não sei direto se é uma volta, uma reanimação provisória ou um recomeço, mas ver que tem gente que gosta de ler, me fez ter vontade de escrever novamente, nem que seja para compartilhar ideias, receitas...
Por hoje, um boa noite com desejo de acordar com o melhor dos cafés da manhã, com gostinho de Meia Noite em Paris!


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Suflê de Bacalhau

Não abandonei as panelas, cá estou eu!!
Na verdade, das panelas eu nunca me afasto, mas nem todas as receitas são da Dona Benta e a maioria, na verdade, é feita por pura intuição e acabam ficando sem registro...
Mas dessa vez voltei pro livro.
Comprei uma pequena porção de bacalhau e ainda nem tinha em mente no que queria transformá-lo, então ficou lá no fundo da geladeira... até bater a vontade. Um belo dia, resolvi que ia fazer um suflê e foi assim que chegamos nessa receita:
 
1/2 kg de bacalhau
300 g de batata
1/2 xícara (chá) de leite
5 ovos separados
2 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
2 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
farinha de rosca
sal, se necessário
 
Limpe o bacalhau, remova a pele e as espinhas. Cozinhe-o em água fervente e desfie bem. Cozinhe também as batatas, descasque-as e esprema-as em um espremedor. Eu gosto mesmo de amassar com o garfo, cada um do seu jeito!
Junte a massa de batatas ao bacalhau, adicione o leite, as gemas, o queijo ralado e uma colher de manteiga derretida e misture bem.
Bata as claras em neve e incorpore delicadamente à mistura de batatas. Despeje numa fôrma untada com manteiga ou margarina e polvilhada com farinha de rosca.
Asse em forno quente e sirva com molho de sua preferência - ou sem molho nenhum, pra mim é uma refeição completa!
Gosto muito de fazer em porções individuais e as minhas foram cobertas com queijo parmesão ralado.
E amanhã? O que será?

sábado, 23 de novembro de 2013

Bife com cogumelos Paris

Outra coisa incrível que eu descobri: não é que eu não saiba cozinhar carne e todas ficam com gosto ruim, é que algumas pessoas tem talento de transformar qualquer carne em uma delícia! Isso tudo eu pensei enquanto comia as iscas de filé ao molho da ilha que fiz para um almoço com amigos, já que ficou realmente uma delícia e tive certeza de nunca mais compro carne que eu não conheça.
Mas essa conclusão não foi assim imediata, depois desse episódio, eu comprei bifes de contrafilé e escolhi uma receita que alegra todos os corações e estômagos. E ficou uma sola de sapato. Volta a ser uma coisa sem gosto, sem textura... ou seja, eu só sei fazer filé!
Vamos à receita, inteira:
4 bifes
1/2 cebola pequena ralada ou processada
2/3 de xícara de vinho branco
1/2 xícara de champignon
1 colher de sopa de manteiga e azeite
suco de um tomate
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Tempere os bifes com pimenta-do-reino e sal e reserve.
Como aprendi na aula de hambúrguer, eu temperei apenas com pimenta. Em uma frigideira, coloque 1/2 colher de manteiga e um fio de azeite, frite os bifes até ficarem bem dourados e só aí acrescentei o sal. Reserve os bifes de modo que não esfriem.
Na mesma frigideira, junte a 1/2 colher de manteiga restante e a cebola ralada (que eu piquei na faca mesmo) e doure bem. Acrescente o champignon para dourar também. Eu preferi cortar em 4, mas indicação é que sejam usados
 inteiros. Junte o suco de tomate e o vinho branco, até ferver e o molho ficar mais consistente. Sirva os bifes com o molho de champignon.
Eu servi com quinua cozida e só.
Não vou dizer que ficou ótimo porque a carne não ficou mesmo. Mas sei que a culpa é toda minha e quando eu refizer, usando filé, vai funcionar, porque o molho é ótimo!!
E quando lancei nesses programinhas que calculam calorias, tem apenas 334 Kcal o prato todo!!! (claro, considerando o tamanho do bife, o tamanho da porção...)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Hoje não tem receita

Dia desses uma amiga me falou de um curso de hamburguer e, pensando em aprender a lidar melhor com a carne, me inscrevi.
Apesar de ser um público meio infanto-juvenil, foi bem legal e deu pra pegar algumas dicas super valiosas com o Beto Galetto. Quem tiver oportunidade de conhecer o trabalho do cara ou participar de outro encontro destes, aproveite, vale muito a pena!
Bom, daí em diante foram várias tentativas e combinações... óbvio que nem tudo deu certo, mas pra mim o maior aprendizado foi conhecer o ponto certo da carne, que agora consigo deixar rosinha, mas sem sangue!
Como dá pra ver desses poucos registros aí do lado, não sou muito fã das folhas no sanduíche, o que eu explico: eu não tenho a menor habilidade pra comer sem parecer um ogro. Eu vou me sujar, fato, então quanto menos ingredientes deslisantes, mais seguro para os meus cílios que não curtem maionese.
Agora quero aprender mais sobre os pães e já comecei a experimentar algumas receitas. Claro que sobre este aspecto a Dona Benta é bem limitada e já estão acabando minhas opções... Mas acredito que muita coisa boa vem por aí, ainda mais que agora já consigo acertar o ponto do hambúrguer sem muito esforço! E como opções de carnes e queijos não faltam, temos uma boa chance de sucesso nesse aprendizado... E o melhor: claro que os amigos já estão de olho, né?! To louca pra fazer uma noite só de hambúrguer!


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Massa para Tortas Salgadas

Acordou tarde e não sabe o que fazer pro almoço?
Chegou em casa com preguiça de cozinhar?
Torta é sempre uma ótima solução, até pra deixar pronta pra quando a fome é maior do que a vontade encarar a cozinha.
Gostei muito dessa receita, já tinha feito outras vezes e tinha esquecido de registrar, então aí vai:

Massa
  • 1/2 quilo de farinha de trigo
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1 colher de sopa de banha
  • 3 ovos inteiros
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de sopa de sal
  • 6 colheres de água gelada
Não tem dificuldade, é aquele jeitinho de sempre: (1) ponha a farinha numa tigela funda, junte a manteiga, a banha, os ovos, o fermento, o sal e um pouco da água. Amasse bem e deixe repousar por uma hora.
(2) Abra metade da massa com um rolo e forre, com ela uma forma de torta (no fundo e nos lados), cortando a massa junto às bordas da forma.
(3) Encha com o recheio escolhido, abra a outra metade da massa, cubra a torta e apare os rebordos, apertando-lhe as 2 metades, uma contra a outra. (4) com os pedaços de massa que sobraram, faça rolinhos finos e prepare uma grade por cima da torta, enfeitando-a.
(5) Pincele com gema de ovo misturada com manteiga e asse em forno quente até que tenha uma cor dourada.

O meu recheio foi um refogado de siri com tomate e cebola. Cobri com lascas de queijo antes de colocar a massa por cima e fechar.
 
A receita é pra uma torta de 22 cm, sem ficar muito fininha. Também dá pra fazer em forminhas individuais ou como um pastel de forno. Já fiz e deu certo! 

 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Salada de batatas à alemã

Direto dos anos 40, com direito a prato decorado com alface!
Bom, como falei no post anterior, a maionese feita em casa deve ser consumida logo, então já fui buscar uma receitinha em que eu pudesse aproveitá-la - adoro o índice pro ingredientes!!

O preparo é super simples:
(1) cozinhe as batatas picadas e espere esfriar;
(2) tempere com cebola triturada, salsa picada, azeite, iogurte natural (1 colher de sopa para meio quilo de batatas), a mesma quantidade de maionese e azeitonas pretas.
Diz que deve ser servido frios e salsichas, mas aqui em casa foi a refeição completa mesmo!
Achei bem legal a mistura de maionese com iogurte, deixa muito mais leve e refrescante.
Tentei descobrir a origem do prato, mas todas as receitas de salada alemã usam bacon ou salsichas. Se alguém puder me ajudar, manda a informação! E pode mandar mais receitas também, adoro histórias da cozinha!

sábado, 9 de novembro de 2013

Bolinhos de amor

Ficar doente no final de semana, como tudo na vida, tem o lado bom e o lado ruim. Ter que sair de casa pra trabalhar no meio da gripe é péssimo, mas o sol brilhando lá fora e a gripe acabando contigo é pra matar...
Pior é ficar doente e ter que providenciar a própria comida, os remédios, o chá... Sorte que eu tinha um escondidinho pronto na geladeira e o almoço foi fácil!
Mas no meio da tarde deu vontade de fazer alguma coisa diferente e aí nada melhor do que amor pra curar qualquer coisa, né? Achei essa receita e tive que fazer toda a adaptação das medidas, pois no livro a receita é 5x a que fiz - muuuuito amor.
Sem querer diminuir o amor, mas pensando que se fosse demais (pode isso?) poderia ficar velho e ter que jogar fora - e isso definitivamente NÃO SE FAZ, usei as seguintes quantidades:
  • 200 gramas de farinha de trigo (usei 1 de farinha refinada e completei com integral)
  • 02 ovos
  • 100 gramas de açúcar (usei demerara)
  • 50 gramas de manteiga
  • meia colher de chá de fermento químico
É só misturar tudo, moldar, pincelar com uma gema e açúcar e levar para assar em forno moderado. Aqui, deixei uns 20 minutos em fogo médio.
Não precisa cortar com molde, como fiz. Achei que eles mereciam virar muitos corações, mas a massa é bem fácil de manusear e acredito que podem ser feitas bolinhas e dar aquela 'achatadinha' antes de levar pro forno, sabe?
Talvez por ter feito baixinho, os meus ficaram muito mais com textura de biscoito do que de bolinho, mas tudo bem. Como dá pra ver na foto, testei com corante colorido e funcionou super bem. Dá uma leve amolecida na massa, mas aqui estava um dia bem quente e pode ser que isso também tenha ajudado, amolecendo a manteiga, já que foram os últimos a serem cortados.

 
Amanhã já dá pra tomar café na cama, com muito amor! E dá pra distribuir também, rendeu uns 20 bolinhos/biscoitos.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

cuscuz de Quinoa

Outro dia comprei quinoa e não sabia exatamente como usar.
Achei que podia dar um bom cuscuz, então procurei uma receita na Dona Benta e achei duas opções, ambas com várias farinhas e camarão - uma de minicuscuz e outra de cuscuz de panela. Meio pesado, um dia vou experimentar, mas nesse momento, nenhuma era exatamente o que eu tava com vontade...
Então tirei da cartola duas versões que ficaram bem boas: uma com siri (minha última reserva no estoque de riograndinisses) e outra de legumes. Nas duas, a quinoa foi cozida como indicado na embalagem, mas em caldo de legumes. Fica pronto bem rápido, não precisa ficar mexendo a panela e não usa nada de gordura.
Precisa mais vantagens?





Para a primeira versão, fiz um refogado de siri com cebola, alho e azeitona bem picadinhos e depois juntei na quinoa, ainda quente.
Na segunda opção, cenoura ralada, vagem cozida picada, alho dourado no azeite e um pouquinho de pimenta - usei uma em forma de azeite. Juntei os ingredientes no próprio azeite em que dourei o alho picado, a cenoura fica quase crua.
Gostei muito de qualquer uma das opções e em breve vou pensar em mais alternativas!
Pra quem quiser mais informações, achei muita coisa legal na internet e aqui me pareceu bem completo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Sanduíche à Marinheira

Cheguei nessa receita porque tinha sobrado um pedacinho pequeno de sardinha e vou guardando tudo na geladeira já que não suporto desperdiçar nada.
Então, a ideia desse sanduíche é bem boa porque junta tudo que temos em casa: salsinha, cebolinha e um pedaço micro de cebola bem picadinha. Como são temperos e não o ingrediente principal, o ideal é que sejam picados o mais fininho possível, fica mais delicado e o sabor se 'espalha' melhor. Amasse com manteiga, a sardinha e a maionese. Dizia pra colocar sal, mas não coloquei.
Depois é só rechear um pão francês ou duas fatias de pão de forma!
No início, fiquei pensando em colocar queijo, mas quando provei vi que não fazia falta nenhuma! É um ótimo sanduíche de verão, leve e delicioso.
Sobre a maionese, eu sempre faço em casa, não suporto a ideia de usar as industrializadas e, já que conto tudo que dá errado, quando funciona também tenho que compartilhar: coloque no liquidificador um ovo cru, uma gema cozida, uma colher de vinagre ou suco de limão, sal e cubra com azeite. Comece a bater e vá acrescentando óleo aos poucos até chegar na consistência desejada. Não tem erro! Só guarde bem em geladeira e consuma rápido que não vale a pena arriscar, né?


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cozinha com Denominação de Origem

Que atire a primeira pedra quem nunca fez uma massa com sardinhas!
Eu acabei de comer a melhor de todas da vida, fazia muito tempo que não voltava a esse gostinho de festinha de aniversário do colégio - porque sempre tinha aquela pizza super fofa que a mãe de algum coleguinha fazia em casa.
Dia do tricolor entrar em campo não dá pra passar muito tempo na cozinha, a coisa tem que ficar pronta logo pra me concentrar só na tv, então resolvi experimentar a receita do Macarrão à Siciliana e aí lembro de um projeto que eu tinha há um tempinho de estudar e escrever sobre as receitas "batizadas" com o nome do seu local de origem, como às nossas conhecidas "milanesa", "mineira", "bolonhesa", "califórnia" e por aí vai. 
Bom, até então não tinha estudado nada sobre o assunto e hoje, enquanto cozinhava, penso que há uma grande semelhança entre esta receira com a Sardela, o que confirma que o nome pode sim ter origem na região da Sicília, uma ilha italiana no meio do Mediterrâneo. A sardinha, por lá, sempre foi abundante e os demais ingredientes também são bem conhecidos - especialmente nessa moda de dietas chamadas mediterrâneas. 
Então vamos ao que interessa, ingredientes para 500 gramas de massa:
  • 1/4 xícara (chá) de azeite de oliva
  • 1 colher (sobremesa) de alho picado
  • 1 cebola grande picada
  • 3 latas de sardinha escorridas
  • 1 colher (sopa) de uvas-passas
  • 2 latas de tomates
  • 1/2 xícara (chá) de suco de laranja
  • 1 colher (chá) de raspas de casca de laranja
  • 2 colheres (sopa) de salsinha
  • sal e pimenta-do-reino
Pra começar, gosto muito de usar laranja no molho e dessa vez não foi diferente. Por outro lado, não gosto de passas e frutas  na comida, então pulei essa parte!

Como se faz: aquecer o azeite e refogar a cebola e o alho. Junte as sardinhas picadas grosseiramente e refogue por 1 minuto. Regar com o suco de laranja, deixar evaporar, acrescentar os tomates (tenho usado tomates sem pele enlatados e funciona super bem) e misturar novamente. Abaixar o fogo e cozinhar por 5 minutos. Nessa hora, deveria se adicionar as uvas-passas, mas eu fui direto para as raspas de casca de laranja. Misture novamente, acerte o sal e a pimenta-do-reino e salpique a salsinha.
Depois é só juntar à massa escolhida e cozida em água e sal.
Dessa vez, nada a reclamar!
Confesso que não segui as quantidades, não me preocupei nem um pouco com isso, na verdade. Fiz tudo no olho e no coração.
Feito isso, prato fundo pra jantar na frente da televisão que o tricolor tá entrando em campo!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Receita para a vida - refazer, rever

Justamente no dia em que colocar a data me trouxe tanta angústia de que 2013 praticamente já acabou sem deixar lastros e laços, uma amiga re-deseja ser réveillon.
É como transplante de órgãos: um mesmo fato, gerador do maior sofrimento que um ser humano pode passar, é a melhor notícia que outro jamais sonha em receber.
Este mesmo dia, um belo 29 que simboliza fartura e riqueza, chega com a geladeira e a barriga vazias. Não havia sequer uma cenoura, quem dirá uma batata pra tentar fazer o nhoque, mas tinha farinha e a memória do desperdício. Foi assim que decidi que já que nada pode ser sempre certo também não pode estar tão errado e assim como cada ano que chega cheio de uma esperança que vai ser frustrada nos próximos 10 meses, resolvi refazer aquele nhoque da página 387. Dessa vez, bati no liquidificador: 1 copo de leite e um de farinha, um ovo, uma colher de manteiga, outra de queijo parmesão ralado e sal.
Levei ao fogo baixo (tinha uma consistência de panqueca) para cozinhar mexendo bastante com uma colher de pau. É uma massa pesada de misturar, bem mais do que pirão ou brigadeiro.  Antes de cortar, é preciso esperar esfriar - mais uma receita pra vida?
E  dessa vez funcionou. A massa fica mais densa, macia, fácil de modelar sob uma superfície enfarinhada.
Não sei se já falei isso, mas eu gosto de colocar um ramo de alecrim ou manjericão na água fervente para cozinhar qualquer massa. Sobre os nhoques, assim que boiarem, escorro e jogo na água fria pra cortar o cozimento e não ficarem desmanchados.
Cobri com molho branco e mais parmesão.
Alguma coisa hoje tinha que dar certo, então... há esperança! Apesar de não ser a receita mais fácil de todas (Dani, começa pelo de batata, tá?), pelo menos funciona, nem tudo está errado e isso alivia momentaneamente o meu coração.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pão de ervas frescas no liquidificador

Não é ótimo começar a semana com pão fresquinho? Na real, pão fresquinho é ótimo pra começar o dia, começar a semana, pra fazer uma pausa no trabalho...
Mas como a agenda da semana é sempre apertada, acabo fazendo pão em casa só nos finais de semana, que é quando sobra mais um tempinho pra botar a cozinha em ordem e preparar tudo com calma. Dessa vez, pra colaborar, minhas ervas na janela estavam lindas! O manjericão é o que tá mais caidinho, mas o alecrim tomou conta do vaso, a cebolinha tá tão gigante que quase quebra e a salsinha se espalhou. Resolvi que era dia delas e fui à cata de uma receita que infelizmente não achei na Dona Benta. Resolvi apelar para a memória e tentar fazer do jeito que eu lembrava que funcionava... (momento frio na barriga). Bati no liquidificador os seguintes ingredientes:
2 ovos inteiros
350 ml de leite
50 ml de azeite extra-virgem
50 ml de óleo
15 gramas de fermento biológico
1 colher (sopa-rasa) de açúcar
1colher (rasa) de sal
salsinha, cebolinha, manjericão, 1 dente de alho picado

Vai ficar bem líquido, aí é só despejar (aqui é sempre na forma de suflê) numa vasilha alta e juntar 3 xícaras de farinha. Como também é dia de arrumação dos armários, nessas minhas três xícaras tinham restos de diferentes farinhas, aveia em flocos e linhaça.
Misture com carinho e se quiser dá pra colocar mais ervas frecas.
Depois, coloco numa forma de bolo inglês untada e espero crescer por 1 hora. Como a minha forma é pequena, ainda deu pra fazer 10 pães menores em forminhas de cupcakes - que amanhã vão para o trabalho, alegrar a vida da equipe! Vai crescer bastante, então não encha as formas, coloque pouco mais do que a metade. Eu ainda joguei por cima um pouquinho de gergelim e queijo ralado (dia super inspirada! hehehehe)
Bom, já que é bom o forno estar pré-aquecido, coloco o timer para uns 5 minutos antes do tempo final de crescimento e daí ligo o forno, termino de organizar a área e já dá pra assar!

sábado, 26 de outubro de 2013

Carne oriental com brócolis

Adoro comida oriental!
Seja um obeso rolinho primavera ou uma leve saladinha de pepino e nirá, a cozinha oriental divide meu coração com a italiana sem ficar em segundo plano.
Tem uma coisa especial nos temperos e produtos orientais que me encanta. Tarde de compras pra mim não é em shopping, mas nos supermercados da Liberdade, em São Paulo. Volto pra Porto Alegre com a mala abarrotada de produtos que nem sei como usar, mas feliz da vida e ansiosa por experimentar tudo!
Então nesse dia eu tinha brócolis em casa e, na busca no índice por ingredientes, meus olhos brilharam e resolvi experimentar essa receita, mesmo sabendo que ia enfrentar a carne vermelha mais uma vez... Mas ok, fazer um dos meus pratos preferidos merece o empenho e lá fui eu pro supermercado escolher a carne.
Comprei bifes prontos de contrafilé e fiz direitinho como manda a receita: bati para que ficassem bem finos e cortei em tiras finas.
Coloquei em uma assadeira com uma colher de maisena e misturei bem, assim como na foto ao lado, para que fiquem sequinhos. Acho que é um substituto para a dica da Julia Child, de secar a carne com papel toalha.
Esquente bem 2 colheres de óleo (eu uso azeite de oliva), frite a carne e reserve.
Depois pico o brócolis grosseiramente.
Mais duas colheres de óleo na frigideira, refogando alho e lascas de gengibre, juntando tiras de cebola e pimentão. Misture bem por um minuto, acrescente a carne e depois o brócolis, refogando por uns dois minutos, sem deixar que ele se desmanche muito.
Junte uma xícara de caldo de carne com uma colher de maisena e outra de molho de soja e vá misturando até reduzir bem e estar cremoso. Desligue o fogo, acrescente uma colher de óleo de gergelim e sirva com arroz branco.
Claro, escolhi arroz pra sushi, porque achei que combinaria melhor e ficou ótimo, duplinha feliz e cozinheira satisfeita!