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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cozinha com Denominação de Origem

Que atire a primeira pedra quem nunca fez uma massa com sardinhas!
Eu acabei de comer a melhor de todas da vida, fazia muito tempo que não voltava a esse gostinho de festinha de aniversário do colégio - porque sempre tinha aquela pizza super fofa que a mãe de algum coleguinha fazia em casa.
Dia do tricolor entrar em campo não dá pra passar muito tempo na cozinha, a coisa tem que ficar pronta logo pra me concentrar só na tv, então resolvi experimentar a receita do Macarrão à Siciliana e aí lembro de um projeto que eu tinha há um tempinho de estudar e escrever sobre as receitas "batizadas" com o nome do seu local de origem, como às nossas conhecidas "milanesa", "mineira", "bolonhesa", "califórnia" e por aí vai. 
Bom, até então não tinha estudado nada sobre o assunto e hoje, enquanto cozinhava, penso que há uma grande semelhança entre esta receira com a Sardela, o que confirma que o nome pode sim ter origem na região da Sicília, uma ilha italiana no meio do Mediterrâneo. A sardinha, por lá, sempre foi abundante e os demais ingredientes também são bem conhecidos - especialmente nessa moda de dietas chamadas mediterrâneas. 
Então vamos ao que interessa, ingredientes para 500 gramas de massa:
  • 1/4 xícara (chá) de azeite de oliva
  • 1 colher (sobremesa) de alho picado
  • 1 cebola grande picada
  • 3 latas de sardinha escorridas
  • 1 colher (sopa) de uvas-passas
  • 2 latas de tomates
  • 1/2 xícara (chá) de suco de laranja
  • 1 colher (chá) de raspas de casca de laranja
  • 2 colheres (sopa) de salsinha
  • sal e pimenta-do-reino
Pra começar, gosto muito de usar laranja no molho e dessa vez não foi diferente. Por outro lado, não gosto de passas e frutas  na comida, então pulei essa parte!

Como se faz: aquecer o azeite e refogar a cebola e o alho. Junte as sardinhas picadas grosseiramente e refogue por 1 minuto. Regar com o suco de laranja, deixar evaporar, acrescentar os tomates (tenho usado tomates sem pele enlatados e funciona super bem) e misturar novamente. Abaixar o fogo e cozinhar por 5 minutos. Nessa hora, deveria se adicionar as uvas-passas, mas eu fui direto para as raspas de casca de laranja. Misture novamente, acerte o sal e a pimenta-do-reino e salpique a salsinha.
Depois é só juntar à massa escolhida e cozida em água e sal.
Dessa vez, nada a reclamar!
Confesso que não segui as quantidades, não me preocupei nem um pouco com isso, na verdade. Fiz tudo no olho e no coração.
Feito isso, prato fundo pra jantar na frente da televisão que o tricolor tá entrando em campo!!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Receita para a vida - refazer, rever

Justamente no dia em que colocar a data me trouxe tanta angústia de que 2013 praticamente já acabou sem deixar lastros e laços, uma amiga re-deseja ser réveillon.
É como transplante de órgãos: um mesmo fato, gerador do maior sofrimento que um ser humano pode passar, é a melhor notícia que outro jamais sonha em receber.
Este mesmo dia, um belo 29 que simboliza fartura e riqueza, chega com a geladeira e a barriga vazias. Não havia sequer uma cenoura, quem dirá uma batata pra tentar fazer o nhoque, mas tinha farinha e a memória do desperdício. Foi assim que decidi que já que nada pode ser sempre certo também não pode estar tão errado e assim como cada ano que chega cheio de uma esperança que vai ser frustrada nos próximos 10 meses, resolvi refazer aquele nhoque da página 387. Dessa vez, bati no liquidificador: 1 copo de leite e um de farinha, um ovo, uma colher de manteiga, outra de queijo parmesão ralado e sal.
Levei ao fogo baixo (tinha uma consistência de panqueca) para cozinhar mexendo bastante com uma colher de pau. É uma massa pesada de misturar, bem mais do que pirão ou brigadeiro.  Antes de cortar, é preciso esperar esfriar - mais uma receita pra vida?
E  dessa vez funcionou. A massa fica mais densa, macia, fácil de modelar sob uma superfície enfarinhada.
Não sei se já falei isso, mas eu gosto de colocar um ramo de alecrim ou manjericão na água fervente para cozinhar qualquer massa. Sobre os nhoques, assim que boiarem, escorro e jogo na água fria pra cortar o cozimento e não ficarem desmanchados.
Cobri com molho branco e mais parmesão.
Alguma coisa hoje tinha que dar certo, então... há esperança! Apesar de não ser a receita mais fácil de todas (Dani, começa pelo de batata, tá?), pelo menos funciona, nem tudo está errado e isso alivia momentaneamente o meu coração.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ser fiel e ser leal

Setembro foi um mês realmente pouco produtivo na cozinha. Fiquei fora de casa em três finais de semana e bastante frustrada com as tentativas de cozinhar carne vermelha.
Também descobri que vou ser tia - ÊÊÊÊÊÊ!!! Em vez de temperos, só gastei meu rico dindim em tip-top, cobertas e todas as fofurices do mundo!!!
E acho que me apaixonei.
Chegando em casa hoje, no meio do tumulto (que nem vale a pena registrar), resolvi fazer uma jantinha com o que tinha em casa e saiu um Conchiglione de palmito com amêndoas e molho de laranja. Assim, como quem frita um ovo, uma das melhores coisas que já fiz e que me leva a ter certeza de que não adianta forçar, a vida só flui quando somos leais a nós mesmos. Deixei de ser fiel ao livro, pra respeitar minha natureza: é na massa que me encontro!
Vamos à receita:
Recheio: bati duas colheres de queijo quarke com umas 15 amêndoas e 4 colheres de palmito picado.
Molho: uma redução de suco de uma laranja, acrescentando aos poucos 500 ml do caldo em que a massa foi cozida, com um cubo de caldo de legumes diluído. Temperei com um fio de shoyo e meia taça de vinho branco. Textura acertada, desligo o fogo e acrescento uma colher de manteiga.
Cozinhei o Conchiglione (12 unidades) como manda a embalagem e recheei. Coloquei no refratário com um fio de azeite e joguei o molho por cima. Uns 10 minutos no forno médio coberto com papel laminado e mais 5 no forno desligado sem o laminado.
Alma refeita e coração tranquilo.
Uma taça de vinho e a certeza de que posso aprender muitas coisas, mas isso é quem eu sou!
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Feliz Ano novo, para todos os povos e todos os sabores

A noite de ontem marcou para o povo judeu o início do ano de 5774.
Não sou de família judia e também pouco sei sobre a cultura, mas como nessa de me renovar, aposto sempre no simbolismo destas datas inicio/fim de ciclo e achei importante celebrar o Rosh Hashaná estudando um pouco e aprendendo algumas coisas novas. Aprendi que leite e seus derivados não se misturam com a carne e que as rodelas de cenoura simbolizam riqueza.
Meu jantar não foi uma mesa judaica, mas tentei absorver as informações do que fui lendo e entre as alternativas escolhi dois pratos pratos para testar:

Klop's de Carne
Ingredientes:
700g de carne moída
4 Ovos
1 pacote de Creme de Cebola
1 xícara de Farinha de Rosca
Tempero Verde picadinho
Sal a gosto
2 colheres de Azeite (até 0,5% de acidez)

Comecei por este porque era muito semelhante ao rocambole que meu sempre fazia, então eu já tinha uma certa ideia... na receita que encontrei na internet, a sugestão de recheio era usar 200g de Damasco, Champignon, Palmito ou Tomate Seco... eu usei cenoura ralada.
Como no bolo de carne ou no rocambole, é só misturar todos os ingredientes, menos o do recheio.
Depois, abra a mistura sobre plástico-filme e coloque o recheio no centro da receita e enrole com a ajuda do plástico. Feche como para rocambole. A maioria das receitas que vi usam ovo cozido como recheio.Eu sempre ouvi que o filme plástico podia ir ao forno mas morria de medo. Dessa vez ressolvi arriscar e, como tá comprovado na foto, depois de assado o plástico não estará derretido, e sim ressecado, podendo-se então retirá-lo com muita facilidade. Deu super-hiper-certo!!
Em outra panela, coloque água para ferver com sal e um ramo de folha de manjericão.
Para acompanhar, resolvi fazer os Vareniks, um prato bem tradicional e semelhante ao ravióli, porém o recheio é de batata inglesa com cebolinha na refogada.

Ingredientes:
Massa para Lasanha
Batata Inglesa
Cebolas picadinhas
Manteiga (margarina)
Sal a gosto
Manjericão
Azeite (até 0,5% de acidez)
Achei que não tinha nada de tradicional em usar massa pronta para lasanha, então fiz eu mesma a massa usando um ovo, uma colher de azeite e uma xícara de farinha de trigo - receita também obtida de outro site de culinária Kosher.
 
Preparo do recheio:
Cozinhe a batata com um pouco de sal, logo após escorra bem e amasse com um garfo.
Em uma frigideira, mandava derreter a margarina e adicionar as cebolas picadas, mas fiz com azeite de oliva (o que não sei se é aceitável na tradição). Deixe dourar e coloque a metade no purê de batata. Reserve a outra metade do molho de cebolas.

Montagem:
A massa é feita amassando bem os ingredientes, abrindo sobre a superfície enfarinhada o mais fininho que conseguire e cortando com a boca de um copo. Depois é só colocar os montinhos de recheio e fechar.
Agora coloque os vareniks na panela com água, que já deverá estar fervendo. Estarão prontos quando subirem a superfície, cuide, porque é muito rápido.
Depois de cozidos, aqueça novamente o restante da cebolinha e cubra os vareniks com este molho.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Espaguete Primavera com memórias da adolescência

 Quando eu estava no colégio e começamos a nos reunir 'como adultos' para nos preparar para a noite, costumávamos fazer uma massa que eu nem lembrava mais, porque o pessoal costumava colocar creme de leite (ou maionese, não lembro exatamente) e levar ao forno. Lembro que era ótima, mas eu achava muito pesada.
Bom, quando encontrei essa receita, um turbilhão de memórias explodiram como se tudo tivesse acontecido no verão passado!
 
Então, vamos aos ingredientes:
- 400g de espaguete (fica ótimo com massa curta também)
- 4 tomates firmes
- 4 bolas de mussarela de búfala
- 1/2 colher (chá) de orégano
- 1 dente grande de alho
- 4 colheres (sopa) de azeite de oliva
- folhas de manjericão a gosto
- sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Lave os tomates e corte-os ao meio em sentido horizontal. Esprema-os levemente para retirar-lhes as sementes. Corte a polpa em cubos de 2 cm e coloque em uma tigela funda. Acrescente o manjericão, o orégano e o alho cortado em lâminas finas.
Corte o queijo em cubos de 2 cm e reserve. Coloque uns 4 litros de água para ferver e cozinhe o espaguete até ficar al dente.
Regue os tomates com azeite de oliva e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Acrescente os cubos de queijo e misture delicadamente. Escorra o espaguete e despeje imediatamente sobre o preparado de tomates. Misture bem e sirva imediatamente.
Pra mim, sempre será uma receita muito de verão, mas é claro, aí é o gostinho da saudade...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Massa para crepes e panquecas, receita corrigida

Hoje tive desejo de panqueca e felizmente tinha tudo em casa pra matar minha vontade!
Tentei fazer exatamente como está no livro, mas ficou uma água, impossível de tirar inteira da frigideira e de modelar, então tive que dar uma boa carregada na quantidade de farinha indicada, até acertar a textura.
Bem simples:
  • 5 colheres de farinha de trigo;
  • 2 ovos;
  • 1 e 1/2 xícara de leite
  • 1/2 colher de sal
  • 100 gramas de manteiga - só para untar, usei azeite de oliva
Misture os ovos com a farinha e depois os demais ingredientes, aos poucos. Deixe descansar na geladeira um tempo. Não diz quanto, normalmente deixo o tempo de fazer o molho.
Quando prontas, usar o mínimo possível de azeite na frigideira e colocar pequenas porções, virando uma única vez. Prefiro fazer em fogo baixo, mas cada um tem um jeito.
Minha opinião: dobrando a quantidade de farinha, funciona. Mas há receitas bem melhores!
 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Espaguete a carbonara

Várias coisas bacanas vão acontecendo e eu esqueço de comentar, mas hoje vi uma pessoa compartilhar em um grupo no facebook uma das receitas  do blog! Ebaaaa!! E eu achando que ninguém lia...
E teve um leitor no Vietnã!
Muitas surpresas...
Outra grata surpresa foi esse espaguete, já que nunca curti muito as opções carbonara porque achava muito pesado, mas no final achei que ficou bem bom.

Os ingredientes, já conhecidos, são:
1 pacote de espaguete
200g de bacon
200g de queijo parmesão ralado
sal
pimenta do reino
250g de creme de leite
1 col de sopa de cebola picada
2 col de sopa de azeite
5 ovos

Encha uma tigela com água fervente para que ela fique aquecida. Corte o bacon em cubos. Encha uma panela com água e leve para ferver para cozinhar o macarrão.
Frite o bacon com o azeite até que fique dourado (e, no meu caso, elimine a gordura), adicione a cebola e refogue até que fique translúcida, reserve. Eu gosto de escorrer a gordura que sobra. Coloque a massa para cozinhar, conforme as instruções da embalagem - normalmente eu coloco um raminho de alecrim ou uma lasca de gengibre na água, acho que dá uma saborizada boa.
Escorra a água da tigela e acrescente os ovos batendo levemente, acrescente o sal, o creme de leite e a pimenta do reino, o refogado do bacon e o parmesão, misture bem.
Quando a massa estiver pronta escorra bem, misture rapidamente aos outros ingredientes mexendo bem. Sirva!
Não satisfeita, fui dar uma pesquisada sobre a origem do nome e parece que não há certeza plena nesse ponto, mas pelo que li, há duas grandes hipóteses, mas predomina aquela de que o nome deriva dos carbonari, trabalhadores das minas de carvão na região da Umbria, mas também há fortes boatos de que o nome viria da pimenta preta moída que representaria o carvão no prato.
Tem até uma versão que diz que teria sido inventado durante a segunda guerra, com bacon e ovos dos soldados americanos, e posteriormente trazida a América.
Podem ver que na minha versão não tem muito bacon, né?!
Acho que estamos acabando com as receitas de massa do livro... hora de estudar um pouco e me dedicar mais a algum outro capítulo! 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Espaguete na manteiga

Eu sou a rainha da geladeira vazia, até eu mesma fico impressionada com a capacidade de ir tantas vezes ao supermercado e padaria e estar sempre sem nada em casa.
Mas aqui está a prova de que tudo tem jeito, dá pra fazer um prato delicioso mesmo com quase nada em casa.
 
Receita da página 382:
Cozinhe 300 gramas de espaguete em 2 litros de água e sal.
Escorra e junte ao macarrão cozido 3 colheres de manteiga amolecida, acrescente parmesão ralado e sirva. Eu ainda coloquei umas raspinhas de limão siciliano por cima.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Ravioli de queijo minas e ervas

Hoje foi dia de botar a mão na massa!
Como eu falo sempre, misturar uma farinha e uns ovos me faz um bem... Coisa do sangue italiano que não faz a menor questão de ficar em segundo plano - e nem deve. Tudo começou assistindo o filme A Grande Noite, uma delícia de história de dois irmãos italianos tentando ensinar aos americanos que a culinária italiana é muito mais do que espaguete com almôndegas - estou me ensaiando para tentar fazer um Timpano... mas acho que preciso de mais amigos reunidos pra fazer um prato dessas proporções!
Bem, a receita é de uma massa básica para diferentes tipos de pasta:
 
Ingredientes:
1/2 quilo de farinha
6 ovos
salmoura
 
Sabe aquela técnica do vulcão? Essa é a hora. Faça um furo no monte feito com a farinha e junte os ovos. Misture bem e vá incorporando a salmoura até dar o ponto, a massa tem que ficar bem elástica, o suficiente pra poder abrir o mais fina possível com um rolo ou na máquina.
Aberta, deixe descansar entre dois guardanapos por uma meia hora. Enquanto isso, fiz o recheio: queijo minas, mostarda e ervas frescas (salsinha e cebolinha, era o que tinha de bom na minihorta), tudo bem misturado no processador.
Para quem não tem os utensílios de cozinha perfeitos para cada prato, no caso aquelas formas para raviole, depois de abrir como está aí na foto, é só ir colocando os montinhos de recheio e dobrar a massa ao meio (no caso, na longitudinal). Depois, é só cortar na volta do recheio, pressionando bem pra 'colar' as bordas.
Eu usei um molde quadrado de biscoitos, mas uma taça de licor também funciona super bem!
E lembram da receita pra casquinha de siri? Sobrou um monte e usei pra fazer o recheio de metade da receita.
Pra cozinhar, água fervente com sal.
Coloque poucas unidades na panela e assim que elas boiarem, retire com uma escumadeira.
Por fim, é só escolher o molho e servir.
Para acompanhar este de queijo e mostarda, fiz o molho de manteiga com limão e pimenta - é só derreter a manteiga, juntar o suco de limão e acrescentar as pimentas moídas na hora.
Uma delícia pra qualquer massa!!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Canelone de Ricota

Essa receita, como está no livro, é estranha.
Numa outra oportunidade tentei fazer o Molho Cremoso, mas aí não explicava direito como fazer. Hoje entendi que a primeira parte da receita é o molho. Ok, eu devo ter lido com pressa da outra vez.
Depois sugere a utilização de uma receita de molho de tomate, mas é só pra colocar no fundo do prato, o que significa que vai sobrar um monte de molho pronto!
Então começo explicando que não usei molho vermelho, mas umas colheradas da Sardela que estava pronta. Segundo, usei massa fresca, então pulei a parte de cozinhar e reservar.
Para o recheio: misture 500 gramas de ricota fresca, sal, canela em pó, salsinha75 gramas de queijo ralado, uma colher de manteiga e noz-moscada.
Com a mistura obtida, recheie a massa formando pequenos rolos. Como o recheio fica bem consistente, eu gosto de moldá-lo na mão, como se fosse um bolinho, e depois enrolar a massa na volta.
Recheados todos os canelones, arrume tudo da seguinte maneira:
Forre um refratário com o molho; coloque sobre o molho os canelones (sem encostar um no outro pra que tenha espaço para o molho e não se grudem ao cozinhar), cubra-os com o molho cremoso e o queijo ralado e leve ao forno para gratinar - no meu caso, para cozinhar a massa, então o fogo deve ser baixo o suficiente pra não secar rápido demais.
Quanto ao molho cremoso, usei o Velouté, da página 370, ao invés do que constava no início da receita.
Ficou realmente muito bom, eu adorei!
Quanto ao recheio, acho que vou substituir a canela por gengibre em pó, ou acrescentar mais ervas frescas porque não curto muito o adocicado misturado. Alguma outra idéia??

domingo, 26 de maio de 2013

A original lasanha do Garfield

Final de semana é para Jantares de Cinema!!!
Pude passar a manhã de sábado passeando no Mercado Público para encontrar produtos fresquinhos, especiarias e todo um paraíso pra quem é feliz pilotando panela! Em casa, decidi fazer um prato super tradicional mas que me ensinou a fazer uma lasanha diferente de todas as que já fiz na vida - e que sempre instigou minha criatividade e meu desejo, como fã do Garfield desde criança! Além de já amar qualquer tipo de massa, era impossível ver o gato devorando uma travessa inteira sem ficar imaginando que delícia não devia ser aquele prato.
Ela é bem simples, mas requer organização.
Primeiro, é feita a carne moída: aqueça 1 colher de sopa de azeite numa panela larga. Acrescente meia cebola, meia cenoura e um talo de salsão, tudo bem picadinho, além de um pouco de sal para evitar que os legumes dourem demais. Refogue até que fiquem macios e transfira a mistura para um prato, mantendo-a aquecida. Coloque 500 gramas  de carne moída na mesma panela e, sempre mexendo, frite por completo. Adicione 150 gramas de tomates sem pele amassados, junte os legumes e acrescente meia xícara de caldo de galinha (eu usei de legumes). Diminua o fogo e deixe ferver por cerca de 30 minutos ou até que quase todo o líquido tenha evaporado. Desligue o fogo, tempere com sal e pimenta (substituí por gengibre em pó) a gosto e reserve tampado.
Faça o seu molho branco: 500 ml de leite, manteiga, farinha de trigo, sal e pimenta do reino. Substituí a pimenta do reino por lemon pepper.
Montagem: carne - massa (usei massa fresca) - molho. Repita a operação três vezes e cubra com 4 colheres de queijo parmesão ralado. Leve ao forno pré-aquecido e asse por cerca de 25 minutos, ou até que as beiradas estejam borbulhando e a parte de cima esteja dourada.
Comi de um jeito que não comia há tempos!!! É diferente, estou acostumada a usar bastante mozarela, mas ficou incrível! Esta quantidade dá pra 3 pessoas esfomeadas ou 4 mais comedidas, servindo com uma boa salada pra acompanhar.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Macarrão à Francesa - mais simples que ovo pochè!

Passei o dia entre arrumações em casa e filmes. Muitos filmes, porque estava um frio que só pedia a cia das cobertas. Mas uma hora se tem que comer, e aí fiz a massa mais simples do mundo: macarrão à francesa. Uma receita facinha pra fazer com um espaguete ou talharim, mas na falta, usei uma massa curta mesmo.
  • 300 gramas de massa
  • 2 colheres de leite
  • 2 cubos de caldo de carne
  • 2 gemas
  • 2 colheres de manteiga
Basta dissolver os cubos de caldo de carne (o melhor mesmo é usar caldo natural, mas ok. Substituir pelos em pó light já ajuda, reduzindo a quantidade de sódio e gordura) na água para cozinhar o macarrão. Tudo conforme o tipo de massa escolhida.
Depois, joga-se a massa bem quente em uma tigela com os demais ingredientes misturados e incorporar tudo.
Receita pra quando se chega cansada e tarde do trabalho, pra quando as crianças estão fazendo birra pra jantar, pra quando se pode passar em casa ao meio dia entre uma agenda e outra. Alguém ainda vai defender o macarrão instantâneo?
Acho que a minha geração se acostumou a ouvir que o tempo é curto e que não se pode 'perder tempo', que temos muitas coisas para produzir e para absorver. Nos acostumamos a diminuir etapas, otimizando processos, 'ganhando-se' tempo.
E a indústria que se fortaleceu no pós-guerra e se consolidou no cotidiano atual já não precisa mais nos oferecer refeições prontas, porque já estamos de tal forma familiarizados com este modelo que quando se fala em caldo de carne pensamos logo em cubos.
Acho uma perda terrível. De cultura, de informação, de saúde.
Assisto com alguma periodicidade o documentário "Muito além do peso" e me surpreendo sempre com o nível de informação das nossas crianças e do descomprometimento das famílias, que simplesmente reclamam que os filhos só tomam refrigerante, em uma população em que 58% das crianças de até 1 ano de idade já consomem frequentemente.
Continuo preferindo ter um pacote de massa fresca sempre em casa e misturar um ou dois ingredientes, ao invés de abrir um saquinho de pó...
Fiquem com o trailer!
 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Panquecas, bacon e calda

A receita é de um filme antigo que já tem 20 aninhos - Feitiço do Tempo - e pra mim a experiência foi bem nova. Eu nunca tinha feito esse tipo de panqueca e acho que também nunca tinha assado tiras de bacon! Me dei conta disso logo no início da receita, que fala pra esticar as fatias de bacon e levar ao forno bem aquecido por 20 minutos ou atingir seu ponto favorito. Ponto favorito?! Como assim? Qual é meu ponto favorito? Pois é... nunca tinha assado fatias de bacon. Enfim, enquanto ficou lá assando, fiz a massa.
Vai um negócio que chama leitelho que eu também nunca tinha ouvido falar! Mas há solução: lembra quando a vó 'talhava o leite'? Pois é, é isso aí. É só colocar suco de limão siciliano em 200 ml de leite e esperar uns 10 minutos. Vai ficar meio parecido com iogurte natural.
Nesse tempo, vá peneirando uma xícara de farinha com uma colher de chá de fermento. Acrescente uma pitada de sal e misture tudo. Depois junte o leite e dois ovos, misture bem e deixe descansar por uns 15 minutos.
Na frigideira quente, mas em fogo baixo, com um tal de óleo em spray que eu nem sabia que existia e que foi satisfatoriamente substituído por gotinhas de óleo bem espalhadas, coloque uma colher da massa e espere até ter pequenas bolhazinhas na superfície para virar e dourar o outro lado. Essa medida dá oito panquecas.


Vá fazendo uma pilha com as panquecas prontas em um prato aquecido e depois cubra com aquelas fatias do bacon e com xarope de bordo - isso era outra coisa que eu não conhecia... aliás, continuo não conhecendo, mas usei o melado de romã e ficou simplesmente MARAVILHOSO!
Fica uma mistura entre o azedinho do romã, o salgado do bacon crocante e a leveza das panquecas.
Na boa, agora eu entendo o shape americano!! Preciso urgentemente retomar a academia e esquecer essa receita ou vou acabar uma rolha de poço!

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Spaghetti Santo Antonio

Santo Antônio de Lisboa é um dos meus lugares preferidos em Floripa! E lá, não dá pra deixar de jantar na Spaghetteria Santo Antônio.
Na mais recente passada por lá, havia faltado luz e não tínhamos muitas opções de cardápio (o que não é nem de longe um problema!), a escolha foi o spaghetti a Santo Antonio, que é feito a base de camarão flambado ao conhaque, alho, manteiga, nata, pimenta calabresa e ervas finas.
Imagem disponível na internet
É simplesmente incrível!
Pra matar a saudade, consegui a receita, que usa os seguintes ingredientes:
400 gramas de Spaghetti grano duro
1 kg de camarões limpos
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de óleo
4 dentes de alho ralado
6 a 8 colheres de sopa de nata, pouco mais de 200 gramas
1/2 dose de conhaque
Sal, pimenta e tempero verde a gosto

Preparo:
1. Coloque a massa para cozinhar.
2. Em uma frigideira grande (ou uma Wok), aqueça a manteiga e o óleo. Coloque os camarões, tempere com sal e pimenta do reino e frite rapidamente. Acrescente o alho e o tempero verde e deixe até dourar os camarões dos dois lados.
3. Flambe com o conhaque. Uma dica boa é colocar a dose em uma concha e levar ao fogo, com cuidado, até que pegue fogo, e então despejar sobre a comida e mexendo um pouco, só para espalhar a bebida. Assim que o fogo cessar, retire os camarões e reserve.
4. Na mesma frigideira, coloque a nata e deixe derreter. Junte a massa já escorrida e mexa até que esteja bem quente e envolvido no molho.
5. Decore com os camarões e sirva acompanhado de queijo ralado e óleo.

Vale a pena testar em casa, apesar de que comer cercado de árvores, num jardim lindo, e depois de fazer umas comprinhas na loja que fica a frente da Spaghetteria, é a remissão de todos os pecados!

quarta-feira, 6 de março de 2013

massa básica para canelone, talharim, lasanha e ravióli


Lembram que quinta.feira passada eu estava arrasada, né? Momento total desilusão, fracasso e carência. Ai fui procurar conforto na minha mini cozinha, onde tudo fica bem juntinho, bem pertinho, e eu me sinto menos perdida.
Testei essa receita simplesinha do Mestre Cuca Larousse que deu super certo e tranquilizou este coração, fazendo tudo parecer mais simples. 

Para 300 gramas de massa --> 200 gr de farinha de trigo (tive que misturar com um pouco de farinha branca), 2 ovos e sal. 
a) Peneire a farinha em uma tigela. Abra uma cova no meio, quebre os ovos, acrescente uma boa pitada de sal e, com as mãos ou a colher de pau, comece a misturar. Adicione um pouco de água e sove até a mistura ficar firme e elástica.
b) Forme uma bola com a massa, enrole-a em filme de PVC e ponha na geladeira por 1 hora, no mínimo.
c) Enfarinhe a superfície de trabalho e, com o rolo, abra a massa até ficar com 3 mm de espessura. Corte conforme a receita.
Para o recheio, fiz uma misturinha de queijo minas, mostarda e orégano. Ficou uma delícia! Por cima, um molho de Manjericão super fácil: folhas picadas, creme de leite e alho. Não usei parmesão, como indicado na receita, porque já tinha queijo no recheio. Mas certamente ficaria uma delícia!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O nhoque do desperdício

Poucas coisas me incomodam tanto quanto o desperdício de comida. Eu detesto ter que jogar comida fora e por isso sempre tento fazer o suficiente para o número de pessoas, não servir mais do que o necessário no prato e vivo incentivando as crianças a se servirem aos poucos.
E ontem, dia de nhoque da fortuna, vi bons ingredientes praticamente indo pro lixo (o que não deixei, claro!). Certo que a receita é de nhoque, fui experimentar fazer o de farinha de trigo.

04 colheres de farinha peneirada com 1 copo de leite e sal. Levei ao fogo, cozinhou e deixei esfriar. Aí era para acrescentar 04 ovos e uma colher de queijo ralado. Pensei em colocar só um, mas lembrei que em quase todos os posts eu mudo a receita e achei melhor seguir certinho pra depois não reclamar. Infeliz idéia! 

Quatro ovos depois e eu tinha um mingau.  Bom, obviamente eu já tava desanimada, mas não ia pôr tudo fora. Acrescentei mais 03 colheres de farinha e levei ao fogo para cozinhar de novo. Para fazer as bolinhas, fui usando duas colheres pequenas, porque era impossível fazer rolinhos e cortar. Cozinhei na água com sal.

Precisava de um molho rápido porque tudo demorou mais que o esperado.  Fui de Molho Breton:
03 gemas cozidas passadas pela peneira, suco de um limão, uma colher de sopa de mostarda, duas colheres de salsinha bem picadinha, duas colheres de manteira, pimenta do reino e sal. Levei ao fogo (não pode deixar ferver).

O molho deu certo, mas realmente não combinou com o nhoque e tudo ficou muito pesado. Acho que poderia ter usado menos limão, ou um limão siciliano, menos ácido.

Farei o molho em outras oportunidades, mas pra servir com um peixe, em poucas quantidades, porque ele é realmente bem presente e firme, encorpado.

O resultado é que fui dormir chateada, me sentindo jogando comida fora. Me resta esperar mais 58 dias, porque fevereiro não tem 29 este ano...


sábado, 26 de janeiro de 2013

Molho Cremoso "faça você mesmo"

Passei o dia com desejo de espaguete. 
Escolhi o molho da receita de Canelone de Ricota (pág. 377) porque tinha os ingredientes todos em casa:

  • 1 cebola
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 2 cubos de caldo de carne
  • meio litro de leite fervente
Só que quando fui preparar, vi que no livro não constava nada sobre o modo de preparo. Só dizia "molho cremoso". O jeito foi botar a cabeça pra funcionar, me concentrei nos ingredientes e pensei em como transformá-los! Acho que deu certo... fiz a metade da receita deste jeito:

Dourei a cebola picada na manteiga. Fui acrescentando a farinha aos poucos pra não embolar. Dissolvi o caldo de carne no leite e também fui acrescentando aos outros ingredientes. Com o fogo bem baixo, fui cozinhando aos pouquinhos e provei o sal. Ficou praticamente um molho bechàmel, mas foi o que consegui pensar com os ingredientes descritos! 

Pra completar, um toquezinho de gergelim negro por cima e fim do desejo!!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Nhoque da Ilha

Passar o dia 29 com amigos e poder compartilhar o desejo de muita fartura (não só na mesa) é sempre uma alegria a parte. Mas neste mês foi ainda mais especial, pois já estava no Cassino envolvida com os preparativos para o Ano Novo e foi possível colocar em prática uma idéia que surgiu dos ricos diálogos com a amiga Jane Prado, do blog Château de Jane: molho de Jurupiga, um vinho fortificado tradicional da Ilha dos Marinheiros (dá uma olhadinha no Château que tem explicações bem melhores que a minha!)
Passamos várias semanas trocando e.mails e mensagens para chegar na receita que acompanhou nosso nhoque de batata e o mais legal foi poder compartilhar este momento com outras amigas que super se envolveram na produção!
Fiz exatamente como manda o livro, inclusive separando os ingredientes antes!

  
1 kg de batatas
300 g de farinha de trigo
1 ovo inteiro
50 g de queijo parmesão ralado
pitada de noz moscada
sal
1. Lave as batatas e coloque-as em água fervente. Ferva até que estejam macias. Escorra e passe por um espremedor de batatas. Coloque em um plano de trabalho e deixe esfriar, acrescente o ovo, a metade da farinha de trigo, o sal e a noz-moscada.
2. Polvilhe de farinha de trigo uma mesa ou um mármore, tome bocados de massa, enrole-os da grossura de um dedo, corte esses rolos em pedaços pequenos (os nhoques) e coloque-os em cima da mesa ou do mármore polvilhados com farinha de trigo.
3. Preparados todos os nhoques, leve-os a cozinhar em água fervente com sal. Quando subirem à tona, estão cozidos.
4. Retire os nhoques cozidos com a escumadeira e escorra-os bem.
5. Cozidos e escorridos todos os nhoques, arrume num prato uma camada deles, cubra com o molho de sua preferência e queijo ralado.

Enquanto as voluntárias cortavam os nhoques, parti pro molho, que fiz assim:
 
04 colheres de sopa de manteiga
02 colheres de sobremesa de farinha de trigo
03 xícaras de molho de carne
02 cálices de jurupiga
02 cebolas cortadas em anéis não muito finos
Leve ao fogo metade da manteiga. Quando derreter, vá polvilhando a farinha e misturando sempre pra não embolar, em fogo baixo. Vá acrescentando molho de carne aos poucos pra ir reduzindo e incorporando. Em outra panela, derreta o restante da manteiga e vá dourando a cebola até ficar num tom amarronzado, mas sem queimar. Junte esta mistura ao molho, incorporando bem e acrescente a jurupiga. É bom testar o sal antes de servir.
 Confesso que esse molho deve combinar melhor com carnes, mas o pessoal gostou bastante, tanto que dividimos os últimos sete nhoques!!
Agradecimento especial às fotos da Jane Prado

domingo, 16 de dezembro de 2012

Primeiras impressões

Gaúcho e Bairrista são sinônimos, fato.
Momento orgulho master quando vejo que um livro que tem quase 100 anos traz a 'receita' de chimarrão!

E quanto vi toda essa técnica pra descrever o que nós gaúchos fazemos quase que instintivamente, me dei conta de que é exatamente isso que eu buscava no livro: o registro simples da nossa cultura, daquela culinária que a gente aprende vendo a vó 'quebrar o galho' com o que tem na cozinha e nos marca pra sempre!

E foi bem desse jeitinho que estreei o livro - resolvendo a fome com o que tinha em casa numa receitinha tradicional da origem italiana da bisa.

Hoje, quando acordei com fome e com pressa, lembrei que tinha um espagueti na geladeira que já ia começar a ressecar. Então fui procurar o que seria a primeira receita a ser testada e eis que o critério de seleção foi achar um molho que pudesse ser feito com os escassos ingredientes que tinham na minha geladeira. Pois não é que achei?

Espaguete ao alho e óleo

1/2 kg de macarrão tipo espaguete
água fervente e sal
2 colheres (sopa) de óleo
5 dentes de alho fatiados
sal
salsa picada - aqui entra o primeiro 'retoque' na receita. Eu não tinha salsa, mas lembrei que o manjericão tava lindo. Fui lá, colhi umas folhinhas e substituí super bem!

Faz assim:
1 Cozinhe o macarrão na água com sal e um fio de óleo, tomando o cuidado de não deixá-lo amolecer demais.
2 Leve ao fogo uma panela com o óleo e os dentes de alho. Refogue-os, não deixando que o alho escureça.
3 Quando as fatias de alho começarem a dourar, adicione a salsa e 3 colheres (sopa) da água de cozimento do macarrão
4 Escorra o macarrão e adicione ao molho; misture bem.

Simples, né? Foi meu melhor espagueti alho e óleo! Sempre achava que ficava meio pesado e dessa vez ficou perfeito, inclusive com o perfume do manjericão.