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sexta-feira, 7 de julho de 2017

FEIJÃO SIMPLES E COMO VIREI ADULTA

Bom dia!
Demorei pra voltar, mas aqui estou e pra falar do básico: feijão.
Como falei no post anterior, minha alimentação é bem básica, mas organizada – nessa parte que entra a nutri. Como boa brasileira, meu almoço tem arroz, feijão, bife, legumes e salada. Simples assim. O que importa, pra mim, é a qualidade desses produtos e aí que entra um pouco de informação, paciência e, de novo, organização. Aos sábados tem uma feira perto da minha casa que começa as 16hs. Não é uma feira de produtos sem agrotóxicos e etc, mas é uma feira. Gosto de comprar dos produtores locais e produtos que passaram menos tempo em câmaras refrigeradas, em transportes e que precisam ser embaladas gastando mais recursos naturais. Vou lá com minhas sacolas de pano na hora que fica bom pra mim que odeio acordar cedo. Compro o suficiente pra semana, sem desperdícios. Planejar minimamente o cardápio da semana é fundamental! 
Mas porque falar do feijão? Porque eu tomei vergonha na cara e coragem e finalmente fiz uma aquisição que me bota no mundo dos adultos: panela de pressão. Juro que é sério. Eu morria de medo apesar de racionalmente saber que são seguras e tal. Mas até semana passada tinha uma baita resistência. Aí encontrei uma pequeninha (suficiente pra fazer meus 500 gramas de feijão) e resolvi tentar e to adorando.
Mas vamos à receita!
Fui bem básica e escolhi a primeira receita de feijão do livro. Deixei de molho por 08 horas, como aprendi com uma amiga farmacêutica que me ensina muito sobre fitoterápicos e que certamente vai acabar sendo assunto de outros posts. Feito isso, jogo aquela água fora e levo pra panela de pressão (deixei 20 minutos depois de estar com pressão) com folhas de louro e sal.
Em uma frigideira refoguei alho, cebola e um pouco de azeite de oliva e pimenta moída. Com a cebola bem dourada, coloquei uma concha de feijão e bati tudo no processador com um pouco mais de sal. Juntei essa ‘pasta’ ao restante na panela e deixei cozinhando em fogo baixo mais um pouco pra tudo incorporar e aí foi só acertar sal e temperinhos. Tudo certo!


Fácil, rápido (em comparação com o tempo que eu levava antes da panela tecnológica) e agora uma cozinheira adulta! Sempre senti uma vergonha enorme do que considerava uma falha pra alguém que gosta tanto de cozinhar, mas agora não sou mais café-com-leite e já estou estudando alguma opção de carne pra testar fazer na pressão também. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Virado de feijão

Umas amigas tinham me convidado para uma feijoada, mas acordei mega tarde e amanheceu um diz chuvoso e ventoso por aqui. Só que acabei ficando mesmo com vontade de comer feijão e só tinha um copo congelado, então procurei uma forma de incrementar o almoço e achei essa receita na página 335.
A receita é para 3 xícaras de chá de feijão já cozido, então tive que dar uma reduzida nos demais ingredientes considerando esta proporção, mas vou transcrever na forma como está no livro:
Basta fazer um refogado com óleo, rodelas de uma cebola e cebolinha-verde, sal com um dente de alho picadinho e pimenta do reino e junte o feijão cozido, com um pouco de caldo.
Deixe ferver um pouco e vá juntando a farinha de milho (no meu caso, foi uma colher de sopa só) mexendo sempre e sem tirar a panela do fogo, até que fique com uma boa consistência.
Por fim, o livro orienta que se sirva enfeitado com linguiça frita ou com ovos estrelados, mas optei pelo bacon e um mini omeletinho temperado apenas com mostarda.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Risoto Italiano de Cogumelos Secos fechando o semestre

Mais um mês que vai fechar com 12 receitas!
Hoje, quando olho para a trajetória (ainda curta) do blog vejo quanta coisa foi acontecendo nestes seis meses, paralelamente ao fogão. E isso de estar mantendo um padrão de produção mensal me surpreende porque disciplina e organização nunca foram minhas características e fico me questionando se eu estou realmente mudando ou se o blog sou eu num mundo paralelo...
Por outro lado, o que tenho percebido é que, assim como no filme Waitress, cada vez que alguma coisa 'da vida real' me incomoda durante o dia, a primeira coisa que vem na minha cabeça é o que fazer pro jantar. A cozinha, cada vez mais, virou uma ocupação que me esteriliza dos pesos que vão se acumulando durante o dia.
E essa reflexão toda não é gratuita. O prato de hoje sempre esteve naquela lista 'esse-eu-não-sei-fazer' e em determinado momento se transformou em uma expectativa (ou seria esperança?). E por mais que adore risoto e todos os tipos de cogumelos, sequer me ensaiei a fazê-lo porque projetei no prato que um dia me foi prometido a página virada de vez, o que no final ficou em Nárnia, mas ok. Pior: cada vez que eu comentava 'esse-eu-não-sei-fazer', recebia novas propostas e o clássico 'vou fazer pra ti' era ouvido e repetido por pelo menos uns 5 anos em episódios dos mais diversos!
E os funghis sempre lá em casa, normalmente virando molho. Ótimos, mas a expectativa daquele bendito risoto e do clímax da comédia romântica continuavam lá. Mesmo quando não estavam mais, pra quê encher de realidade e dar uma cara e um sabor pro que a mente já tinha feito na perfeição?!?!
Então... o dia em que abri o livro e decidi que este seria o prato da janta só podia trazer junto impressões muito além das panelas. O que é uma delícia de prato? Como diz uma amiga minha, vinho bom é aquele que se toma em boa companhia.
Dá pra medir a qualidade do prato pela quantidade de sal ou a nobreza dos ingredientes? Fácil é um prato que leva menos de 20 minutos pra ficar pronto?
É... esta talvez tenha sido a minha receita mais difícil: encerrar as fantasias e encarar a vida real depois que sobem os créditos com zero de glamour. Para isso, precisei de umas várias taças de vinho, duas pós graduações, uns meses (uns 70 talvez...) de digestão, amigas (tks Lord!) e de:
20 gramas de cogumelos secos
2 xícaras de arroz arbóreo
4 colheres de manteiga
2 colheres de cebola picada
vinho branco seco (usei Chardonay)
1 litro de caldo de carne
50 gramas de parmesão ralado
sal
Como fazer:
Comece colocando uma boa música pra acompanhar a primeira taça de vinho. Depois, lave bem os cogumelos e coloque-os de molho por 30 minutos em uma xícara de água fervente. Escorra, reserve o líquido e pique os cogumelos;
Coloque metade da manteiga e a cebola em uma panela larga e pesada, pra poder ficar com uma mão livre pra ir pegando os ingredientes, dançando, servindo mais vinho... Leve ao fogo e refogue até que a cebola esteja transparente. Coloque o arroz e misture bem para envolver todos os grãos na manteiga. Acrescente os cogumelos picados e refogue por mais um minuto.
Regue com meia xícara de vinho branco e deixe absorver.
Sirva-se de mais uma taça e dance!!!!
Acrescente a água reservada dos cogumelos e vá regando com o caldo concha a concha misturando constantemente até o arroz estar al dente (de 15 a 20 minutos). Tempere com um pouco de sal.
Apague o fogo e acrescente o parmesão e a manteiga restante e misture bem. Tampe a panela e deixe descansar por mais 5 minutos antes de servir.

Como ficou? Com sabor de realidade, ora!

sábado, 13 de julho de 2013

Risoto Italiano de Açafrão

Uma escolha acertadíssima! Acertei na receita, na mão, na fome...
Uma receita deliciosa, simples e saudável.
É feita com 2 xícaras de arroz arbóreo, 20 gramas de tutano de boi (opcional), 3 colheres de sopa de manteiga, 2 colheres de sopa de cebola picada, 1/2 xícara de chá de vinho branco seco, 1 litro de caldo de carne fervente, 1 envelope de açafrão, 50 gramas de queijo parmesão ralado e sal.
 
Como preparar:
1. Coloque metade da manteiga em uma panela. Passe o tutano por uma peneira e acrescente-o à manteiga. Coloque a cebola picada, refogue até que a cebola esteja transparente, coloque o arroz e misture bem para envolver todos os grãos em manteiga.
2. Regue com vinho branco e deixe absorver; acrescente o açafrão e vá regando com o caldo concha a concha até o arroz estar al dente e misturando constantemente, por cerca de 18 minutos; tempere com um pouco de sal.
3. Apague o fogo e acrescente o parmesão e a manteiga restante. Misture bem. Tampe a panela e deixe descansar por mais 5 minutos.
Amei, amei e amei!
Não precisa ter super poderes, basta deixar os ingredientes separados e ter paciência pra ir acertando o ponto aos pouquinhos. Dessa vez só não me arrependi de fazer meia receita porque senão ia ter comido duas xícaras de arroz fácil!!
E por coincidência total, esta semana acabei lendo uma matéria bem legal sobre novos benefícios descobertos do açafrão, quem quiser dar uma olhadinha, tá no site Diário da Saúde.

domingo, 23 de junho de 2013

Arroz com amêndoas

Às vezes a gente quer dar uma caprichada, sair um pouquinho do óbvio mas também não está com disposição pra executar uma receita muito elaborada... Foi assim que descobri esse arroz, muito simples, mas que tem um efeito ótimo para essas ocasiões, transformando um simples arroz num acompanhamento delicado pra qualquer prato!
Coloque, numa caçarola, 1 litro de água, 1 colher de manteiga, 1 cebola pequena e sal.
Quando ferver, acrescente o arroz (1/2 quilo) e deixe cozinhar até que a água seque. Retire a cebola. Coloque o arroz em uma travessa e misture delicadamente 150 gramas de amêndoas torradas e picada.
E só! Juro, só isso!
Claro, quem quiser incrementar, pode usar a criatividade e usar outros temperos... Que tal usar um bouquet garni ou um pedacinho de gengibre na água do cozimento?

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Como NÃO fazer Carreteiro

Feriado, dia de retomar a leitura e aproveitar o que tinha em casa já que todos os supermercados estariam fechados. Com um bom pedaço de carne de Churrasco, pedi ajuda à Dona Benta para achar a receita de um carreteiro (já que a de chimarrão tem!) e qual não foi a minha surpresa quando vejo que a receita é de qualquer coisa, até risoto, menos de carreteiro!
E o erro começa logo no primeiro ingrediente: carne seca.
Carreteiro é basicamente arroz temperado e só pode ser feito como duas opções de carne: charque ou sobra de churrasco. Tá, uma linguiça talvez possa ser aceita... Como o próprio nome sugere, a comida tem o nome do ofício daqueles que a desenvolveram, os carreteiros, responsáveis por levar no meio de transporte da época - as carretas - toda a sorte de produtos, incluindo mantimentos. Por fazerem isso por longas distâncias, a receita surgiu como uma forma de se aproveitar as sobras das carnes assadas em alguma parada ou o charque, carne gorda salgada de forma a conservá-la, permitindo o consumo futuro.
Naquela época, certos cortes eram conservados em latas de banha, o que nos leva ao segundo erro do livro: o sugerido uso de azeite de oliva. O carreteiro era feito com banha ou manteiga, pois eram esses os ingredientes existentes e disponíveis. 
Os ingredientes seguintes, arroz, cebola e alho estão corretos, mas o tomate jamais seria picado sem pele e sem sementes. Voltemos às origens da receita - é impossível pensar que alguma parte dos tomates seria desperdiçada! Aliás, o tomate é usado,  mas não é essencial. 
O modo de preparo não está errado, mas o pior de tudo foi  guardado pro fim: Sirva como acompanhamento para churrascos. Nesta única expressão encontramos dois erros grosseiros!!! Primeiro, Churrasco não tem acompanhamento, muito menos de arroz! No máximo, são servidos aperitivos como linguicinha, coração de frango, salsichão e uma farinha de rosca também pode ser bem vinda. Mas arroz? Não sei de onde surgem essas coisas... Segundo, o carreteiro era a forma dos tropeiros produzirem a refeição em uma única panela. Ou seja, carreteiro se serve com carreteiro. Ponto. 
Bom, pra quem quiser, aqui tem uma boa receita e modo de preparo. 

Buenas, tchê! Te aligera que tá pronto!