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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

100ª receita: Cogumelos a Provençal de Um Bom Ano

A centésima receita tinha que ser especial e por isso a escolha veio de um filme: A Good Year.
Numa das primeiras cenas, o tio do protagonista, dono de uma vinha na Provença, ensina o ainda menino a degustar vinhos e em sua última noite no vinhedo é o garoto que escolhe o rótulo com que vão comemorar: Tempier Bandol 1969, the kind of wine that'll pickle even the toughest of men, disse o tio Henry.
E a minha escolha por esta receita veio de uma outra cena, em que a família que cuida da propriedade há 30 anos, oferece ao agora herdeiro um super banquete e um dos pratos são 'cogumelos da região'. Pensei eu: região de Provence, Provençal! E foi assim que cheguei dessa entrada deliciosa que recomendo muito seja feita pra acompanhar o filme e um bom vinho!
 
Ingredientes
  • 160g cogumelos (usei Paris porque eram os únicos frescos disponíveis no dia)
  • 2 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 colher (sobremesa) de alho bem picado
  • 1 colher (chá) de salsinha bem picada
  • 10ml de suco de limão
  • Sal a gosto
  • Pimenta a gosto
  • Torradinhas para acompanhar a gosto
 
 
 
Na verdade, essa receita foi meio o consenso entre a pesquisa que fiz na internet, porque na Dona Benta, a receita é bem outra e tem ainda uma de Cogumelos na Manteiga. Essa que fiz é um meio termo entre as duas.
 
Modo de preparo
Numa frigideira bem quente coloque a manteiga, o alho e frite até dourar. Em seguida, junte os cogumelos e aqueça-os rapidamente até absorverem toda a gordura da manteiga e diminuírem de tamanho. Quando estiverem reduzidos, tempere com sal e pimenta. Desligue o fogo e junte o limão e a salsinha. Simples assim!
 
Eu optei por servir sobre fatias de pão rústico e ficou incrível!
Acho que não era essa a receita do filme, pelo que vemos na mesa, mas não importa. Se um dia eu descobrir, óbvio que vou contar aqui. Mas por enquanto, fica a releitura, que é uma ótima opção para uma noite fria de filme e vinho no sofá, ou para um happy com as amigas, quem sabe um brunch? E se encher a casa de lavandas?  Tenho certeza que opções não vão faltar!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Pasteizinhos de siri ao vapor - Comer, Beber, Viver

Ontem foi um dia pesado dentro de uma fase meio tensa... nada de especial - o que é o bom e o ruim.
Ontem olhava os ingredientes que tinha na geladeira e sequer consegui fazer um espaguete. Mas aprendi que nesses dias é melhor nem tentar, jantei uma fatia de pão e deixei a cozinha pra quando chegasse a hora dela.
Hoje cheguei em casa tarde e cansada, mas achei que devia limpar a cabeça com uma receitinha dessas que me alimentam a imaginação, fui de Receitas de Cinema e acho que foi a escolha perfeita.
Os ingredientes eu já havia comprado em outras oportunidades: o siri na Feira do Produtor, no Cassino, e a massa para wonton numa ida a uma loja especializada. Estava tudo guardado esperando a hora certa. Não tinha camarão nem as tais castanhas d'água que nem sei o que é, mas não foi fundamental. Posso fazer outro dia pra tirar a prova, mas de qualquer forma gostei do resultado.
Os ingredientes são: 1 colher de chá de amido de milho, suco de um limão, 1 colher de chá de shoyu, 1 pedacinho de gengibre (usei em pó), 1 dente de alho ralado, 1/2 colher de chá de açúcar, sal a gosto, 50 gramas de camarão cozido e picado e 60 gramas de carne de siri branco (essa proporção pode ser alterada 'a gosto do freguês'), 3 castanhas de água picadinhas, 1 cebola bem picadinha e massa para wonton.
Na verdade, é só misturar tudo, na ordem em que estão descritos e deixar descansar por uns 5 minutos.
Abra 12 massas e pincele as bordas com água. Recheie cada um com 1 colher de chá do recheio.
 
A receita original manda cozinhar no vapor, mas fiz como o dono da loja onde comprei a massa me ensinou: doure levemente as trouxinhas no óleo de gergelim em uma frigideira larga e funda e depois vá colocando água aos poucos, pra fazer vapor, mantendo tampado.
Para servir, fiz um molhinho com limão, shoyu e mix de pimentas moídas na hora. Muito bom! Excelente descoberta para petiscos e para temperar saladas. 

domingo, 9 de junho de 2013

O caldo azul da Bridget

A receita é amaldiçoada, só pode!!!
Eu, a pessoa que mais ama liquidificador e multiprocessador no universo, conseguiu sujar até as paredes pra fazer essa sopa!
Final de semana pré dia dos namorados só podia dar numa receitinha Bridget Jones... O mais importante de tudo é a escolha do Chardonnay. Escolha o melhor que puder, sério. Garanto que é um super investimento, retorno garantido!
Comece servindo uma taça, muito cuidado pra que esteja na temperatura certa. Perceba o aroma, olhe pra cozinha com ânimo e pique meia cebola, talo de um aipo e duas batatas (eu nem tiro a casca).
Derreta meio tablete de manteiga e refogue os legumes por uns 5min. Acrescente uma taça do vinho na panela e sirva outra. Deixe o vinho evaporar (só o que está na panela), junte uma xícara e meia de caldo de legumes e espere a batata cozinhar. Bata tudo no liquidificador com uma xícara e meia de leite. Limpe toda a sujeira que essa receita amaldiçoada vai fazer na cozinha e beba a taça servida, isso é fundamental pra não querer desistir na mesma hora (especialmente considerando que não há um Mark Darcy tocando a campainha pra te ajudar a terminar a janta...). Devolva tudo pra panela, acrescente uma gotinha de corante azul, misture bem e tá pronto! Mais uma taça, um bom filme, e deixa pra pensar na sujeira depois!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Guacamole do filme O julgamento de Paris

Desta vez a receita não veio de nenhum dos meus livros.
Assistindo ao filme O julgamento de Paris, além da fotografia maravilhosa e da vontade enlouquecedora de beber toda a Califórnia, fui surpreendida com uma harmonização impopular mas que não me era desconhecida, e por isso mesmo me chamou a atenção.
O personagem principal está degustando um vinho tinto e apreciando uma vista simplesmente perfeita do vale de Napa quando aparece um senhor local, provavelmente um trabalhador das vinhas desde que saiu das fraldas, trazendo nas mãos uma cumbuca de pedra sabão e estende ao estrangeiro uma porção de Guacamole.
A cena tem texto zero, mas a interação dos personagens é completa! O turista, já absolutamente surpreso com os vinhos californianos (já que vinho francês era praticamente uma redundância), lança  um olhar desconfiado e quase enojado ao velho que apenas sorri, coloca o prato na mesa e senta pacientemente à espera do sorriso garantido.


Como eu tenho amigos, já conhecia a combinação e sei que funciona e muito bem!
Então, para quem quiser testar, fica a receita que aprendi com o responsável por me apresentar esta combinação ótima pra receber os amigos, fugindo dos clássicos buschetta+vinho/guacamole+tequila.

Ingredientes: 
2 tomates processados
1 pimenta dedo de moça
1/2 maço de coentro
1 abacate
1 cebola média picada
suco de limão médio
3 colheres azeite de oliva
sal
tortillas

Abra a pimenta no meio e retire as sementes e os filamentos brancos e pique em pedaços bem pequeninhos. Processe finamente as folhas de coentro.
Descasque o abacate, retire o caroço e coloque a polpa em um recipiente fundo e amasse 'grosseiramente' com um garfo. Junte o azeite e os demais ingredientes e misture bem. Sirva gelado, com as tortillas.
E eu que de vinho só sei beber, não podia descansar enquanto não descobrisse o rótulo da cena: um Riege California Cabernet Sauvignon 1971.

domingo, 26 de maio de 2013

A original lasanha do Garfield

Final de semana é para Jantares de Cinema!!!
Pude passar a manhã de sábado passeando no Mercado Público para encontrar produtos fresquinhos, especiarias e todo um paraíso pra quem é feliz pilotando panela! Em casa, decidi fazer um prato super tradicional mas que me ensinou a fazer uma lasanha diferente de todas as que já fiz na vida - e que sempre instigou minha criatividade e meu desejo, como fã do Garfield desde criança! Além de já amar qualquer tipo de massa, era impossível ver o gato devorando uma travessa inteira sem ficar imaginando que delícia não devia ser aquele prato.
Ela é bem simples, mas requer organização.
Primeiro, é feita a carne moída: aqueça 1 colher de sopa de azeite numa panela larga. Acrescente meia cebola, meia cenoura e um talo de salsão, tudo bem picadinho, além de um pouco de sal para evitar que os legumes dourem demais. Refogue até que fiquem macios e transfira a mistura para um prato, mantendo-a aquecida. Coloque 500 gramas  de carne moída na mesma panela e, sempre mexendo, frite por completo. Adicione 150 gramas de tomates sem pele amassados, junte os legumes e acrescente meia xícara de caldo de galinha (eu usei de legumes). Diminua o fogo e deixe ferver por cerca de 30 minutos ou até que quase todo o líquido tenha evaporado. Desligue o fogo, tempere com sal e pimenta (substituí por gengibre em pó) a gosto e reserve tampado.
Faça o seu molho branco: 500 ml de leite, manteiga, farinha de trigo, sal e pimenta do reino. Substituí a pimenta do reino por lemon pepper.
Montagem: carne - massa (usei massa fresca) - molho. Repita a operação três vezes e cubra com 4 colheres de queijo parmesão ralado. Leve ao forno pré-aquecido e asse por cerca de 25 minutos, ou até que as beiradas estejam borbulhando e a parte de cima esteja dourada.
Comi de um jeito que não comia há tempos!!! É diferente, estou acostumada a usar bastante mozarela, mas ficou incrível! Esta quantidade dá pra 3 pessoas esfomeadas ou 4 mais comedidas, servindo com uma boa salada pra acompanhar.

domingo, 19 de maio de 2013

RocambolO de Carne de Pleasantville

Decidi fazer a receita do Rocambole de Carne mesmo não tendo assistido ao filme, apesar das diversas tentativas na minha locadora. Mas quis testar assim mesmo e, como que colorindo a noite, enquanto assava, encontrei uma versão na internet que vai me permitir experimentar filme muito em breve!
Não sei porque se chama rocambole, vejo mais como o tradicional bolo de carne de cada família americana sentada à mesa com ervilhas e purê de batatas - será que a resposta está no filme?
A execução (assim como o próprio prato) é bem simples, porque todos os ingredientes são picados e misturados juntos, depois vai pra forma untada e 'forrada' com finas fatias de bacon e ao forno por 1 hora e meia. E também porque eu estava no modo multiprocessador-meu-herói e absolutamente tudo passou por lá! Cada ingrediente de uma vez, até o pão, mas tudo foi picado nele. Então, vamos ao elenco!
  • azeite de oliva para untar
  • 6 tiras de bacon defumado
  • 500 g de carne magra moída
  • 1 cebola bem picadinha
  • 1 talo de salsão bem picadinho
  • 1 ovo
  • molho inglês ou de pimenta a gosto
  • 1 colher de chá de mostarda Dijon
  • catchup a gosto
  • 1 bom punhado de farelo de pão
  • 2 colheres de sopa de salsa picadinha
  • sal e pimenta do reino a gosto
Usei uma forma dessas de bolo inglês e mais do que as seis fatias de bacon, porque as minhas eram muito curtinhas. A montagem é super simples, o único cuidado é apertar bem a mistura na forma para evitar a formação de bolhas de ar.
Cubra tudo com papel alumínio, coloque a forma em banho maria e leve ao forno pré-aquecido para assar (em fogo baixo) por cerca de uma hora, um pouquinho mais...
Acho que é daqueles pratos ótimos pra receber o gatinho no início de namoro, porque dá tempo de deixar tudo pronto, colocar no forno e sobra uma hora inteirinha pra arrumar a cozinha, a mesa, tomar um bom banho e ficar linda e cheirosa, assim como a casa, que vai estar super aconchegante com cheirinho de família!
Passada essa primeira 1 hora e 15 minutos, tire o papel-alumínio (vai estar tudo muito úmido e meio sem cor) e deixe mais uns 20 minutos em forno um pouco mais alto para a parte do bacon que ficou por cima ficar crocante. Deixe repousar por cerca de 10 minutos antes de servir - que é o tempo de arrumar o DVD, o sofá e se preparar para a sessão!
 
Para manter a tradição do prato, servi com purê de batatas e catchup. Só faltou uma porção de ervilhas frescas para a refeição tipicamente americana estar completa!

Nota de 25.05.2013: acabei de ver o filme (lindo!!!) e realmente de rocambole não tem nada. Aliás, todos os diálogos referem claramente Meatloaf, então não restam dúvidas de que o erro foi mesmo de tradução.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Panquecas, bacon e calda

A receita é de um filme antigo que já tem 20 aninhos - Feitiço do Tempo - e pra mim a experiência foi bem nova. Eu nunca tinha feito esse tipo de panqueca e acho que também nunca tinha assado tiras de bacon! Me dei conta disso logo no início da receita, que fala pra esticar as fatias de bacon e levar ao forno bem aquecido por 20 minutos ou atingir seu ponto favorito. Ponto favorito?! Como assim? Qual é meu ponto favorito? Pois é... nunca tinha assado fatias de bacon. Enfim, enquanto ficou lá assando, fiz a massa.
Vai um negócio que chama leitelho que eu também nunca tinha ouvido falar! Mas há solução: lembra quando a vó 'talhava o leite'? Pois é, é isso aí. É só colocar suco de limão siciliano em 200 ml de leite e esperar uns 10 minutos. Vai ficar meio parecido com iogurte natural.
Nesse tempo, vá peneirando uma xícara de farinha com uma colher de chá de fermento. Acrescente uma pitada de sal e misture tudo. Depois junte o leite e dois ovos, misture bem e deixe descansar por uns 15 minutos.
Na frigideira quente, mas em fogo baixo, com um tal de óleo em spray que eu nem sabia que existia e que foi satisfatoriamente substituído por gotinhas de óleo bem espalhadas, coloque uma colher da massa e espere até ter pequenas bolhazinhas na superfície para virar e dourar o outro lado. Essa medida dá oito panquecas.


Vá fazendo uma pilha com as panquecas prontas em um prato aquecido e depois cubra com aquelas fatias do bacon e com xarope de bordo - isso era outra coisa que eu não conhecia... aliás, continuo não conhecendo, mas usei o melado de romã e ficou simplesmente MARAVILHOSO!
Fica uma mistura entre o azedinho do romã, o salgado do bacon crocante e a leveza das panquecas.
Na boa, agora eu entendo o shape americano!! Preciso urgentemente retomar a academia e esquecer essa receita ou vou acabar uma rolha de poço!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Oásis de Chocolate e Morango

Quarta-feira é um dia especial para Joe, o dono do restaurante em que se passa o filme Waitress, porque a torta do dia é, segundo ele,
Uma coisa maravilhosa.
Como cada sabor se abre,
um por um,
como um capítulo de um livro.
Primeiro se percebe o sabor
de uma especiaria exótica,
apenas uma sugestão.
E então você é inundado com o
chocolate, escuro e amargo,
como um antigo caso de amor.
E finalmente, o morango.
Do jeito que os morangos sempre devem ser, mas nunca são.
A base é feita de biscoito Negresco e melado (usei de romã). O recheio, uma mistura de ovos, nata, café e chocolate meio amargo. Um creme denso e macio, suavizado pela docura e pelo azedinho do morango com pimenta.  Não é mesmo uma miragem?

domingo, 28 de abril de 2013

And the winner is...

The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brother's keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those who attempt to poison and destroy my brothers. And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon thee!

Pois então... Big Kahuna Burger!
Uma cebola é dourada com alho e depois misturada à carne moída, temperada com sal e pimenta. Depois de bem amassado, é hora de modelar. Eu uso uma taça de sobremesa forrada com filme como molde, porque aí consigo apertar bem. Só que dessa vez a medida do nosso Burguer era muito grande, então devia ter usado uma taça um pouco maior. Mas inventei de 'dar uma última achatada' e aí ficou nesse modelo Pentágono.
Obviamente, sentei pra comer assistindo Pulp Fiction! A cena é logo no início e de imediato me dei conta que o original usa queijo cheddar processado, enquanto no meu foi uma fatia de queijo lanche. Acho que vou ter que fazer outro!!!

Bom, e se depois de assistir ao filme deu vontade de experimentar o Milk Shake de 5$, o Chef Dave Watts te ajuda aqui.


'Mmmm... this IS a tasty burger’
Curiosidade: apesar de já ter escrito o post a bastante tempo, finalmente descobri uma das origens do nome deste hamburguer e quero compartilhar!
O termo havaiano Kahuna foi originalmente relatado para o título para designar um homem de conhecimento espiritual, um especialista, um professor, um xamã da cultura Huna polinesiana.La palavra ainda é usada neste contexto pelos nativos e atualmente Huna e Kahuna são termos que são lentamente se tornando conhecido no mundo, graças à divulgação da pesquisa de Max Freedom Long e Serge Kahili rei . O uso do termo em referência ao surf pode ser rastreada até o filme Gidget (1959), no qual o 'Big Kahuna ", estrelado por Cliff Robertson , foi o líder de um grupo de surfistas . A palavra, em seguida, tornou-se muito comum em outros filmes como Beach Blanket Bingo , onde o Big Kahuna foi o melhor surfista na praia. Hoje em dia, esta terminologia é comumente usado no mundo do surf.


sábado, 27 de abril de 2013

Luz, câmera, pimenta, azeite e ação!!

Já que não deu pra correr pra locadora ontem, revi o que já tinha em casa: Waitress e A Noviça Rebelde. Ai... dá uma vontade de fazer todas aquelas tortas... hoje até comprei os biscoitos, mas não tinha glucose de milho no supermercado, portanto não vai ser esta a primeira receita. Nem o Strudel de Maçã, porque ele é só uma citação no filme e não uma referência propriamente.
Pensei no  Caldo Azul, mas também não consegui todos os ingredientes.
Então passei na locadora e do nosso cardápio escolhi Os Bons Companheiros e Pulp Fiction. Infelizmente não tinha Pleasantville nem A Grande Noite... 
Então, acho que vou começar pelos filmes pra ver o que mais me inspira! Confesso que tenho uma forte paixão pela culinária italiana e uma boa lasanha no domingo tem o seu valor...
 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

E o purê de batata tá em todas!



Passei o dia todo na cama por conta de uma intoxicação alimentar e assim consegui ler todo o meu livro novo com calma e se eu estivesse me sentido um pouco melhor tinha corrido pra locadora pegar vários dos filmes que compõe esse delicioso roteiro.
Vi que algumas receitas eu já fiz, mas sempre tem um detalhezinho que faz toda a diferença e acho que vou ter repetir os tomates verdes fritos, a torta de maçã, o bouef bourguignon...
Bom, amanhã cedo se eu acordar melhor vai ser dia de ir na locadora  encontrar Os Bons Companheiros para A Grande Noite, clássicos que eu não assisti ainda, acreditam?
Mas outra surpresa foi encontrar, de novo, uma receita de purê de batatas. Repararam que a versão "de cinema" é com manteiga?! Legal, né? Quando a gente pensa que algumas coisas são absolutamente intuitivas, vemos que até pro mais comum dos pratos há regrinhas, técnicas e, principalmente, uma história. 
Bom, então enquanto eu não me animo a sair da cama pra ir até a cozinha ou locadora, vou pedir pra Noviça Rebelde me cuidar e ver se me inspiro a fazer um Strudel de maçã, caso estejam bonitas na feira amanhã.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

JANTARES DE CINEMA!!!

Há meses que eu procurava por este livro! Depois de ouvir de quase todas as livrarias que estava esgotado, inclusive constando a mesma informação no site da editora, ontem finalmente chegou minha encomenda na livraria Nobel! Ainda não testei nada e aceito sugestões de por onde devo começar... Ontem só li alguns trechos e é muito legal o modo como as receitas estão organizadas, fazendo com que venham a tona as mais diversas lembranças - de cinema, de comida, das festinhas da época de cada filme... Que tal um Cosmopolitan pra acompanhar o Frango com Chocolate? Aliás, você lembra o que estava fazendo quando assistiu Chocolate? Mas se é mulher, falou sobre Cocktail por toda a década de 80 e passou a acreditar veementemente que uma Moët te transformaria em Uma Linda Mulher! Fora que tem várias referências aos vinhos, drinks e outros clássicos que a telona fez com que ficassem pra sempre registrados em nossas memórias cinematográficas! Ou vai dizer que ninguém prestou atenção que a Viúva estava na Festa de Babete?

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os tomates verdes fritos do livro

Revi o filme Tomates Verdes Fritos numa noite dessas e corri pra internet pra achar a receita!
Encontrei várias histórias sobre a culinária do sul dos Estados Unidos que renderiam vários posts, mas hoje vou ser bem objetiva: fiz a receita que encontrei no site Canal cozinha e trata-se de uma tradução daquela que vem ao final do livro da Fannie Flagg e que deu origem ao filme de 1991.

Dá pra ver que demorei e amadureceram, né?!
Tomates verdes -3 a 4 unidades
Farinha de trigo (1 1/2 xíc.)
Fubá (1/2 xíc.)
Leite - vai menos de uma xícara, mas tem que ir testando
Sal e pimenta preta moída
Óleo vegetal

Modo de fazer
1 Misture a farinha, o fubá, o sal e pimenta.
2 Adicione leite suficiente até criar uma massa densa e espessa (mais líquida um pouco que um pirão)
3 Aqueça o óleo e lembre-se que está é uma fritura sob imersão. Então, no mínimo uns 2cm de óleo. Uma dica que aprendi quando era ainda criança, para saber se o óleo já está quente o suficiente para a fritura, foi colocar um palito de fósforo na panela e esperar ele acender.
4 Empane os tomates e respingue o excesso
5 se faltou sal, acrescente mais um pouco agora

Nessa receita não adianta querer ser saudável e tentar economizar no óleo. Vejam que alguns ficaram queimados e sem 'empanar' direito. Isso aconteceu porque não ficaram submersos. O jeito é deixar o chá de boldo à mão, porque vale muito à pena!!
E como diz no filme, "devem ser comidos quentes". 

terça-feira, 12 de março de 2013

Boeuf Bourguignon da Julia Child - parte II: a execução

 Bom, então é hora de contar como se faz, ou melhor, como eu fiz, já que na internet encontraremos um sem número de versões, técnicas, execuções...

Ingredientes:
50g de bacon com toucinho (o meu foi sem)
1 colher de sopa de azeite
500g de carne em cubos de 5cm (tradicionalmente, a idéia seria usar carnes menos nobres, pois a origem da receita está justamente no aproveitamento destes cortes. Mas como eu não me garanto, usei filé)
1 cenoura cortada em fatias largas
1 cebola grande cortada em pétalas
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta
2 colheres de sopa de farinha de trigo
2 xícaras de vinho tinto
2 xícaras de caldo de carne (precisei usar solúvel... me perdoem!)
1 colher de sopa de extrato de tomate
2 dentes de alho amassados
2 raminhos de tomilho
1 folha de louro

Depois dessa foto, feita com o celular, é que começou o papo com a amiga que estava no trânsito. Então, só fui seguindo as informações abaixo, já prontas na tela do note.

Modo de Preparo: A primeira etapa seria separar o bacon do toucinho, cortar em tirinhas, ferver o bacon com o toucinho e depois escorrer e secar antes de fritar o bacon, mas eu usei somente o bacon então fritei direto. Ligue o forno para que aqueça em temperatura média-alta (cerca de 230ºC). Seque os cubos de carne em papel toalha, para que dourem facilmente. Frite o bacon no azeite e quando dourado retire com uma escumadeira e reserve. Deixe a gordura esquentar até quase fazer fumaça. Aos poucos, frite os cubos de carne na gordura do bacon, sem encher muito a panela para que dourem por igual, por todos os lados. Retire os cubos já dourados e reserve junto ao bacon frito. Doure a cenoura cortada em rodelas e a cebola em fatias na mesma gordura. Descarte o excesso de gordura ao final. Volte a carne e o bacon à panela junto com os vegetais e tempere com sal e pimenta, salpique a farinha de trigo, misture e leve a panela ao forno, deixando a farinha dourar sobre a carne por 4 minutos ou mais. Retire do forno, mexa a carne e retorne a panela ao forno, deixando mais 4 minutos. Ao final, retire a panela e abaixe a temperatura do forno para 160ºC (fogo baixo). Derrame na panela o vinho e o caldo de carne, cobrindo a carne. Adicione o extrato de tomate, os dentes de alho esmagados , e as ervas. Leve à fervura na chama do fogão. Tampe a panela e transfira-a para o forno, deixe na grade mais baixa do forno, e regule o calor para que o líquido ferva apenas levemente. Deixe cozinhar por 2 e ½ a 3 horas, ou até que consiga espetar um garfo na carne com facilidade.Enquanto a carne assa, prepare as Cebolas e Cogumelos Glaceados e reserve-os. Gente, eu não fiz essa parte, ok? Me perdoem, parte II.

Bom, eu também não tinha panela dessas que vai direto ao forno, então usei uma forma de suflê, coberta com papel laminado, e não posso reclamar do resultado!

Quando a carne estiver macia, coe o conteúdo da panela fazendo com que o molho escorra em uma panela menor. Retorne a carne e o bacon à panela original e disponha as cebolas e cogumelos sobre eles.

Retire a gordura aparente do molho (que no meu caso nem tinha, já que não usei toucinho) e leve ao fogo baixo, fervendo levemente por alguns minutos e retirando alguma gordura que venha a aparecer na superfície. Você deverá obter cerca de 2 xícaras e meia de molho, espesso o suficiente para cobrir o verso de uma colher. Se o molho ficar muito ralo, ferva-o por alguns minutos até reduzir e espessar. Já se estiver espesso demais, ajuste a consistência com um pouco de caldo de carne. Ajuste o tempero, controlando com cuidado o sal e a pimenta. Derrame o molho sobre os a carne e os vegetais.

Acreditem, foi a melhor receita que já preparei! E digo mais: no dia seguinte fica melhor ainda!!

sábado, 9 de março de 2013

Boeuf Bourguignon da Julia Child - parte I: a surpresa!

Apesar da cozinha ser a minha referência de união, esta é a primeira receita que não fiz sozinha.
Depois de muito ensaio, de ir ao supermercado por diversas vezes e sempre esquecer alguma coisa, finalmente criei coragem e fui na receita famosa, aquela que 'tem que dar certo', o Boeuf Bourguignon da Julia Child! Outro dia escrevo sobre a execução em si, hoje preciso contar da experiência.
Eu já tinha lido várias versões em inglês, mas ainda estava com dificuldade com as unidades de medida. Aí achei essa tradução e criei coragem!
A primeira etapa foi a escolha do vinho. Mensagem pras amigas pedindo dicas. Informação absorvida e fui buscar o personagem principal.
Estava eu no supermercado e obviamente não conhecia todas as regiões da França. Aliás, não sabia nem o suficiente pra identificar quais eram da Borgonha (porque eu queria ser fiel na receita). Tá, é que não tinha nenhum Pinot... Mas a tecnologia tá aí pra isso e fotografei as opções disponíveis e mandei por sms pro meu suporte online 24 horas! Vinho comprado.
Dia seguinte: chego em casa, abro o vinho e experimento. Experimento salvar 1 xícara pra fazer metade da receita, o resto vai pra taça! E nisso, a amigona liga (aquela que por telefone ajudou a escolher o vinho) presa no trânsito em São Paulo, querendo 'cia' pra passar o tempo até chegar numa degustação às cegas.
O telefone vai pro viva voz e eu já não estou cozinhando sozinha. A receita tá online no note que levei pra cozinha. Os ingredientes já estavam separados, medidos, picados. Era só seguir o fluxo!
Fui indo, enquanto falávamos do trânsito, do que fizemos na semana, do Encontro de Vinhos no Rio, do meu coração partido... E assim a receita foi saindo, com a naturalidade de quem aprendeu a receita com a vó.
Eu quase não acreditei quando ficou pronto!
Foi simplesmente o melhor prato que já fiz! Eu nem sabia que era capaz de fazer algo tão bom!! Agora entendo a receita que transpôs décadas, com ingredientes simples, com naturalidade. Nenhuma outra impressão pode descrever melhor este momento do que a cena do Anton Ego no Ratatouille!
Gente, acho que nunca fiz nada tão bom!! Todo mundo tem mesmo que provar! E se tiver como juntar os amigos e ir papeando, vai por mim, não pode ficar melhor!
Ah! e não esqueça de servir com um pão francês pra limpar o prato! ;)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Julie & Julia - um sopro de inspiração

Essa noite eu assisti, mais uma vez, Julie & Julia.
Dessa vez, com uma taça de vinho, baguete e manteiga. E o coração cheio de expectativas, de memórias, de dúvidas...
A única coisa que não muda, cada vez que assisto o filme, é vontade de encontrar nas panelas e nos aromas a mesma felicidade da cena abaixo.
 
Deliciem-se!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Receita da Terra Média - a Torta dos Hobbits

Minha relação com a cozinha e o cinema é evidente, né?
Desde que fui assistir ao Hobbit fiquei louca pra estar naquela mesa cheia de confusão e guloseimas em que os 13 se reúnem antes da Jornada! E como quem procura, acha, descubro o link da Warner com as receitas dos Hobbits!!! Resolvi experimentar a Torta de Frutas Some Some - curiosa inclusive pelo nome. 
Então vamos lá!

230g de frutas silvestres diversas - usei mirtilo, cerejas e framboesas
Suco de 1 laranja e raspas (ops, esqueci as raspas...)
1/2 colher de sopa de açúcar (13g) - usei 04 torrões
1/2 colher de sopa de canela (6g)
2 xícaras de aveia (180g)
1/2 xícara de açúcar mascavo (90g)
4 colheres de sopa de manteiga derretida (60g)

Misture aveia com açúcar mascavo e reserve. Misture as frutas silvestres com açúcar, suco de laranja e raspas e canela. Coloque em uma assadeira untada e cubra com aveia. Salpique com manteiga derretida e asse a 160 graus por 1 hora. 

Com 30 minutos de forno, a casa inteira vai ficando perfumada! A mistura da canela com as frutas é incrível! O resultado não podia ser outro: some-some rapidinho!